Foi divulgado, nessa terça-feira, 19, o resultado do terceiro Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa) de 2026, que apontou índice geral de 1,9% em Aracaju, classificado como médio risco para possíveis surtos de arboviroses. Realizado entre os dias 4 e 8 de maio, o levantamento identificou crescimento progressivo da infestação ao longo do ano.
De acordo com a Secretaria Municipal da Saúde, em janeiro o índice foi de 0,9%; em março, 1,2%; e agora, em maio, chegou a 1,9%, mais que dobrando no acumulado do período. Dos 42 bairros avaliados, 18 apresentaram baixo risco, 20 ficaram em médio risco e quatro registraram alto risco para infestação: Cirurgia, com índice de 9,4; Cidade Nova, com 6,5; Santo Antônio, com 4,5; e Grageru, com 4,0.
O levantamento também identificou os principais focos do mosquito. Lavanderias, caixas d’água destampadas, tonéis e recipientes para armazenamento de água representam 40,4% dos criadouros encontrados. Já vasos e pratos de plantas, ralos, lajes e sanitários em desuso correspondem a 39,9% dos focos.
Como resposta aos índices elevados, a SMS intensificou as ações nos bairros com maior incidência. As equipes de combate às endemias atuam em regime de mutirão nos bairros Cirurgia, Cidade Nova e Grageru. Novas ações também estão programadas para os dias 23 e 30 de maio.
Entre março e abril deste ano, foram realizadas mais de 82 mil visitas domiciliares. No mesmo período, Aracaju confirmou 13 casos de dengue, seis de chikungunya e nenhum caso de zika vírus.







