O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), determinou que o Ministério da Justiça e o Itamaraty tomem providências para viabilizar a extradição de Carla Zambelli. A ex-deputada federal está presa na Itália desde julho de 2025 e deve voltar ao Brasil para cumprir a pena.
Em março deste ano, a Justiça italiana já havia autorizado o retorno de Zambelli, embora ainda tenham recursos pendentes. Um deles deve ser analisado na Itália, no dia 22 de maio, com o argumento da defesa de que a decisão envolveria perseguição política.
Caso o recurso seja negado e a determinação de Moraes confirmada, Zambelli será trazida ao Brasil sob escolta e ficará presa na Penitenciária Feminina do Distrito Federal, também conhecida como Colmeia.
Anteriormente, a Justiça da Itália havia solicitado garantias formais ao Estado brasileiro a respeito das condições carcerárias que aguardavam a ex-deputada, entre eles:
- Em qual unidade prisional ela ficaria detida no Brasil;
- A capacidade das forças em manter a ordem e evitar violência ou intimidação por parte de facções criminosas;
- As condições gerais, cuidados e seções dedicadas especificamente a detentas femininas.
Moraes afirmou que as garantias exigidas pelas autoridades italianas já foram formalizadas e enviadas aos órgãos responsáveis pela tramitação diplomática do pedido.
Relembre o caso
Carla Zambelli foi condenada pelo STF a 10 anos de prisão no processo relacionado à invasão dos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) e à inserção de documentos falsos.
Em outro caso, também foi condenada a cinco anos e três meses por porte ilegal de arma e constrangimento ilegal, após perseguir armada um homem em São Paulo, às véspera do segundo turno das eleições de 2022.
Após a primeira condenação, a então deputada deixou o Brasil e passou a viver na Itália, país do qual também possui cidadania.
*Com informações da CNN e do G1.







