Em entrevista concedida à equipe de reportagem do Jornal da Fan, da Rádio Fan FM, na manhã desta quarta-feira, 6, o governador de Sergipe, Fábio Mitidieri, comentou sobre o trabalho que vem sendo desenvolvido pela Iguá nos municípios sergipanos. A entrevista foi concedida durante a solenidade de entrega do Plano Estratégico para Estruturação de Destinos Turísticos de Sergipe.
Na ocasião, o gestor mencionou investimentos superiores a R$ 46 milhões para ampliar o sistema de abastecimento de água nos municípios de Porto da Folha e Poço Redondo, na região do Alto Sertão sergipano. Segundo ele, a população dessas localidades reconhece os avanços, especialmente pelas melhorias que garantem condições hídricas mais adequadas para a região. “Aonde está acontecendo o benefício, a população reconhece. Aonde não está, a população cobra, e ela está certa de cobrar. O povo nunca está errado”.
O governador destacou que a falta de comunicação e a recorrência de problemas aumentam a insatisfação popular. “Quando o povo diz: ‘Eu preciso ser avisado das obras, eu preciso ser comunicado da manutenção, eu preciso entender’, porque quando você é pego de surpresa, isso irrita. E quando a surpresa vira uma regularidade, isso machuca. Vou dar um exemplo a vocês: vez por outra, a gente tem uma queda de energia, fica algumas horas sem energia. A população entende que ali é uma fatalidade, é uma anormalidade. Liga para a Energisa às vezes, daqui a duas, três horas, às vezes um pouquinho mais, um pouquinho menos, a energia retorna e segue a vida. Mas quando isso passa a ser uma rotina, a população se irrita”, explica.
Diante desse cenário, o governador voltou a mencionar a realidade recente vivida em Aracaju, onde a população enfrentou mais de uma semana de desabastecimento em algumas regiões.
“E o que a gente está vivendo em Aracaju durante 10, 12 dias foi uma rotina de desabastecimento que irritou a população. Graças a Deus, a gente volta a ter uma normalidade, assim espero que seja. Aracaju não quer mais viver com essa realidade, aliás, Aracaju nunca precisou conviver com essa realidade. Tivemos situações atípicas, o rompimento da adutora da Deso, depois o rompimento da adutora da Iguá numa sequência de tempo, depois o caso de sabotagem que está sendo investigado. Mas o fato é que a população sofreu 12 dias na capital e na Grande Aracaju, e essa realidade não pode se repetir mais. Ela precisa voltar à normalidade e que os avanços das obras, das adutoras que estão em obras (tanto da Deso quanto da Iguá), possam se tornar realidade nos próximos meses e nos próximos anos, para que a gente vá transformando a situação hídrica do nosso estado, transformando a situação do saneamento do nosso estado”, finaliza.







