Ex-secretário da Educação explica investigação da PF sobre desvio milionário em reforma de escola estadual em Sergipe

zezinho sobral

Em entrevista concedida ao Jornal da Fan, da Rádio Fan FM, na manhã desta terça-feira, 15, o ex-secretário da Educação e vice-governador de Sergipe, Zezinho Sobral, se pronunciou sobre uma investigação da Polícia Federal que apura o desvio de mais de R$ 1 milhão em recursos públicos durante a reforma de uma escola da rede estadual.

Na ocasião, Zezinho explicou que o relatório que deu início à investigação foi apresentado em 7 de janeiro de 2022 pela Companhia Estadual de Habitação e Obras Públicas (CEHOP). “Ela identificou de que havia ali um prejuízo causado por um servidor público, na época que era o fiscal, e pela empresa que estava executando aquela obra. A CEHOP, naquele momento, suspendeu imediatamente a execução dos trabalhos, cancelou qualquer pagamento e identificou de que o fiscal tinha atestado valores de medições que eram superiores ao que havia sido executado. E como havia, ou haviam recursos federais, comunicou à Controladoria da União, que por sua vez comunicou à Polícia Federal”, explicou sobre o processo em questão.

Sobral também revelou o nome da escola que foi alvo da investigação, localizada no bairro Getúlio Vargas, em Aracaju. “Essa escola é aqui no Getúlio Vargas, é o John Kennedy. A escola tinha a empresa, obviamente depois disso abandonou a obra, deixou a obra de lado. Então veja, parabéns à PF que acompanhou a evolução, parabéns à CEHOP que foi diligente ainda no ano de 2022 em suspender a execução da obra, elaborar um relatório e comunicar aos órgãos de controle, inclusive aos órgãos de apuração, que é o que está acontecendo. O Estado e a Secretaria municiou de informações tudo o que foi necessário para que a PF pudesse concluir e exaurir o seu inquérito e ainda está no processo”.

Zezinho finalizou explicando que, mesmo com o cenário de irregularidades na obra, a reforma da escola foi concluída por meio de um novo processo de licitação iniciado posteriormente. “A equipe de engenharia que, ao receber a escola abandonada […] iniciou um processo que é um processo dos mais complexos que existe na gestão pública, que é uma obra que foi abandonada, você vai com o seu corpo técnico, identifica o que falta concluir daquela obra, refaz todo o orçamento e faz uma nova licitação. Então fizemos lá um novo orçamento, comunicamos aos nossos órgãos de controle, principalmente à PGE. ‘Olha PGE, aconteceu isso, a obra foi abandonada, o estágio da obra é este, tá aqui o relatório (esse já um segundo) diagnosticando e vamos fazer uma nova licitação’. Fizemos a nova licitação e hoje o John Kennedy está uma maravilha, está entregue, inaugurado, uma das melhores escolas de Sergipe”, conclui.

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