O monitoramento realizado pelo Laboratório Central de Saúde Pública de Sergipe (Lacen), unidade da Fundação de Saúde Parreiras Horta (FSPH), aponta aumento na detecção de vírus respiratórios no estado nos primeiros meses de 2026.
De acordo com o levantamento do laboratório, foram analisadas 1.240 amostras neste ano, das quais 779 apresentaram resultado positivo para algum vírus respiratório. No mesmo período de 2025, o Lacen recebeu 2.890 amostras, com 201 resultados positivos.
Entre os vírus identificados, o rinovírus e o Vírus Sincicial Respiratório (VSR) concentram o maior número de registros. Em 2026, foram confirmadas 352 amostras positivas para rinovírus e 195 para VSR. No mesmo intervalo do ano passado, haviam sido registrados 168 casos de rinovírus e oito de VSR.
Outros vírus também aparecem nas análises laboratoriais. O adenovírus contabiliza 75 registros neste ano, contra 22 no mesmo período de 2025. Já o influenza passou de dois casos no ano passado para 41 em 2026.
Segundo o superintendente do Lacen, Cliomar Alves, o acompanhamento permite identificar a circulação dos vírus e apoiar as ações de vigilância em saúde.
“Mesmo com um número menor de amostras recebidas em relação ao ano passado, observamos um crescimento na detecção de vírus respiratórios, especialmente do rinovírus e do Vírus Sincicial Respiratório. Esse monitoramento permite acompanhar como esses agentes estão circulando nas primeiras semanas epidemiológicas de 2026”, afirmou.
Ainda de acordo com o gestor, as informações laboratoriais auxiliam na organização das ações de saúde pública no estado.
“O trabalho realizado pelo Lacen possibilita identificar quais vírus estão circulando e em que intensidade. Esses dados apoiam a Secretaria de Estado da Saúde e os municípios na definição de estratégias de prevenção e assistência”, ressaltou.
Lacen
O Lacen de Sergipe realiza investigações laboratoriais relacionadas a mais de 250 diagnósticos nas áreas de biologia médica, animal e ambiental. Entre as doenças monitoradas estão agravos de notificação compulsória, como HIV/Aids, hepatites virais, dengue, zika, chikungunya, febre amarela, sarampo, rubéola, hanseníase, tuberculose, raiva e leptospirose.






