Menos de um mês após deixar a relatoria do “caso Master”, o ministro Dias Toffoli, do STF, foi sorteado nesta quarta-feira, 11, para relatar um novo pedido relacionado ao banco. A ação busca que a Corte determine à Câmara dos Deputados a instalação de uma CPI para investigar supostas fraudes na instituição financeira. O sorteio ocorreu por livre distribuição e não há um prazo fixo para que ele se manifeste.
A ação foi movida pelo deputado Rodrigo Rollemberg (PSB-DF). Ele pede que o STF obrigue a Câmara a instalar uma CPI para investigar supostas fraudes entre o banco e o BRB (Banco de Brasília), alegando que o presidente da Casa, Hugo Motta, tem adiado a comissão sem justificativa.
Toffoli havia deixado a relatoria anterior após revelar que é sócio de uma empresa que negociou parte do resort Tayayá com fundos ligados ao banqueiro Daniel Vorcaro.
Na época, um relatório da PF citou o ministro com base em dados do celular de Vorcaro, levantando dúvidas sobre sua suspeição. No entanto, o STF não reconheceu impedimento formal, deixando a critério do próprio ministro decidir se está apto a atuar em casos ligados ao banco.
Enquanto Toffoli assume este novo pedido, o caso principal segue com o ministro André Mendonça. Foi ele quem autorizou a fase recente da Operação Compliance Zero, que levou Daniel Vorcaro de volta à prisão na semana passada.
Nesta sexta-feira, 13, a Segunda Turma do STF começa a julgar se mantém ou não as decisões de Mendonça. Mesmo com o histórico recente, Toffoli tem sinalizado a colegas que pretende participar dessa votação no plenário virtual.








