A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu, nesta terça-feira, 10, que o Supremo Tribunal Federal (STF) condene o ex-deputado federal por Sergipe João Bosco da Costa, conhecido como Bosco Costa, acusado de participar de um esquema de desvio de recursos de emendas parlamentares.
O caso começou a ser julgado nesta manhã pela Primeira Turma do STF e envolve também os deputados federais Josimar Cunha Rodrigues, conhecido como Josimar Maranhãozinho (PL-MA), e Gildenemir de Lima Sousa, o Pastor Gil (PL-MA), além de outros investigados. Segundo a PGR, o grupo teria participado de um esquema de cobrança de propina para liberação de recursos públicos.
De acordo com a acusação, os parlamentares teriam solicitado o pagamento de R$ 1,6 milhão em propina para liberar R$ 6,67 milhões em emendas parlamentares destinadas ao município de São José de Ribamar, no Maranhão, em 2020. O valor cobrado corresponderia a cerca de 25% do montante das emendas.
As investigações apontam que o então prefeito da cidade, José Eudes Sampaio Nunes, relatou aos investigadores que sofreu cobranças e intimidações por parte do grupo para efetuar o pagamento da propina.
Segundo a Procuradoria, o deputado Josimar Cunha Rodrigues, o Josimar Maranhãozinho, seria o líder da organização criminosa investigada.
No caso do sergipano João Bosco da Costa, a PGR sustenta que ele teria participado do esquema e responde pelos crimes de corrupção passiva e participação em organização criminosa. Bosco Costa atualmente é suplente de deputado federal e não exerce mandato.
Além deles, também são réus no processo Thalles Andrade Costa, João Batista Magalhães, Adones Gomes Martins, Abraão Nunes Martins Neto e Antônio José Silva Rocha, acusados de envolvimento no esquema.
Após as sustentações orais das defesas e da acusação, a Primeira Turma do STF iniciou a fase de votação. O primeiro voto será do relator do caso, ministro Cristiano Zanin. Em seguida votam os ministros Alexandre de Moraes, Cármen Lúcia e o presidente da Turma, Flávio Dino.
Defesa
Os advogados do deputado Gildenemir de Lima Sousa afirmaram que a acusação “não faz sentido” do ponto de vista lógico, cronológico e jurídico, e disseram confiar na absolvição do parlamentar.
A defesa de Josimar Cunha Rodrigues informou que não se manifestaria sobre o caso. Já a defesa de João Bosco da Costa não respondeu aos contatos da reportagem até a última atualização desta matéria.
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*Com informações da Agência Brasil








