Sergipe está entre os estados com números de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) em nível de alerta, de acordo com o último Boletim InfoGripe divulgado pela Fiocruz. A análise é referente ao período de 22 a 28 de fevereiro.
De acordo com a agência, o alto índice se deve ao aumento do número de hospitalizações por rinovírus em crianças e adolescentes de 2 a 14 anos, pelo vírus sincicial respiratório (VSR) nas crianças menores de 2 anos e por influenza A na população de jovens, adultos e idosos.
O texto aponta que todos os estados do Brasil registraram crescimento no número de casos de SRAG na tendência de longo prazo (últimas seis semanas) até a Semana 8, com exceção de Roraima, Tocantins, Espírito Santo e Rio Grande do Sul. Entre elas, dez estão com nível de atividade de SRAG em alerta, risco ou alto risco neste mesmo período: Acre, Amazonas, Pará, Amapá, Rondônia, Mato Grosso, Goiás, Distrito Federal, Maranhão e Sergipe.
Segundo dados da Secretaria do Estado de Saúde (SES), no período de 4 de janeiro a 28 de fevereiro deste ano foram contabilizados 332 casos com 5 óbitos. Entre os óbitos, 3 são de crianças ou adolescentes. Em relação à Semana 8, referente ao último boletim, 47 casos foram registrados sem nenhum óbito.
O boletim da Fiocruz alerta ainda que no estado sergipano, além de alguns estados do Norte e Centro-Oeste também há início ou manutenção do aumento dos casos de SRAG nas crianças de até 2 anos, associado ao VSR.
“O aumento de casos de SRAG em crianças e adolescentes muito provavelmente está relacionado ao retorno às aulas. Portanto, recomendamos que, caso a criança ou adolescente apresente algum sintoma de gripe ou resfriado, que os pais evitem levá-la à escola, para evitar a transmissão do vírus para outras crianças”, orientou a pesquisadora Tatiana Portella.







