A prefeita de Aracaju, Emília Corrêa, assinou nesta segunda-feira, 9, o decreto que atualiza a regulamentação da Reserva Extrativista das Mangabeiras, no bairro 17 de Março, reconhecida como a única reserva extrativista urbana do Brasil.
O novo documento altera o Decreto nº 6.775, de 20 de abril de 2022, que instituiu a criação da unidade de conservação. Com a atualização, ela passa a se chamar Reserva Extrativista Mangabeiras Missionário Uilson de Sá, em homenagem ao defensor da causa das catadoras de mangaba.
Entre as iniciativas previstas está a criação da Casa da Mangaba, espaço destinado ao beneficiamento do fruto e ao fortalecimento da geração de renda da comunidade.
Segundo a gestão municipal, no local, as catadoras poderão produzir derivados da mangaba, como licores, geleias, doces e outros produtos artesanais. Além disso, o espaço também será utilizado para reuniões e atividades da associação.
A reserva possui cerca de 94 mil metros quadrados, localizada na região das Mangabeiras, em Aracaju. O decreto estabelece como objetivos a proteção do modo de vida da comunidade tradicional extrativista, a conservação da biodiversidade da área, o uso sustentável dos recursos naturais e a melhoria da qualidade de vida das catadoras e catadores de mangaba.
A reserva será administrada por um Conselho Deliberativo com 15 membros, formado por representantes do poder público e da comunidade extrativista. Participaram da solenidade, representantes das secretarias municipais de Meio Ambiente, Educação e Assistência Social, além de órgãos como as Empresa Municipal de Serviços Urbanos (EMSURB), Obras e Urbanização (EMURB) e Polícia Municipal.
A comunidade contará com seis representantes das catadoras e catadores, eleitos em assembleia. Instituições como UFS, EMBRAPA, INCRA, IBAMA e ICMBio atuarão como membros consultivos.







