O prefeito de Porto da Folha, Everton Lima Góis, mais conhecido como Everton da Saúde, comentou nesta terça-feira, 24, sobre a decisão liminar do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que suspendeu os efeitos do acórdão do Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe (TRE-SE) que havia determinado sua cassação, além da realização de novas eleições no município.
Em entrevista ao Jornal da Fan, da Rádio Fan FM, ele discordou do entendimento do tribunal regional e frisou que a medida obtida no TSE representa apenas um passo dentro de um processo mais amplo.
“Nós respeitamos a decisão da Justiça, não concordamos, tentamos com os nossos advogados e logramos êxito na liminar. É uma batalha agora que apenas está começando, tenho que ter responsabilidade, continuo a ter responsabilidade nas ações que nós estamos fazendo, mas é levantar a cabeça, trabalhar, que eu confio em Deus, eu confio também no meu jurídico e tudo vai dar certo”, disse ele.
A liminar foi concedida após a defesa questionar o cumprimento imediato do acórdão regional antes do esgotamento da instância ordinária. No TRE-SE, o julgamento reformou parcialmente a sentença de primeiro grau e reconheceu o uso indevido dos meios de comunicação social nas eleições de 2024.
A ação de investigação judicial eleitoral apontou que um jornalista teria promovido campanha negativa sistemática contra um de seus adversários políticos, com divulgação reiterada de acusações graves em redes sociais e grupos de mensagens. O tribunal entendeu que a ampla e contínua circulação do conteúdo caracterizou abuso de poder midiático.
Durante a entrevista, ele afirmou que soberania do voto deve prevalecer e avaliou que enfrentou uma eleição difícil.
“Foi uma eleição muito disputada lá no município de Porto da Folha. Foi Davi contra Golias, tudo, todos contra mim, mas eu tinha Deus e tinha o povo do meu lado, ganhei democraticamente, no voto, então eu acredito assim, que a decisão do povo, ela tem que ser respeitada”, completou.
Na oportunidade, o prefeito também negou participação direta nos fatos.
“Eu não tenho envolvimento direto nenhum. E outra coisa, eu não disputei só com esse candidato. Tiveram quatro candidatos na disputa da eleição municipal de Porto da Folha. Eu ganhei com mais de 1.500 votos. Se não fosse a força da máquina pública, a lapada era maior. Então, assim, eu acredito o seguinte, que tem que ser respeitada a vontade do povo. Se eu tivesse diretamente ligado, eu tinha que ser punido, eu concordo, mas eu não tinha ligação”, finalizou.








