Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o vigilante abordando um professor para coibir a prática de consumo de bebidas alcoólicas dentro de uma sala de aula na Universidade Federal de Sergipe (UFS). O caso aconteceu na última sexta-feira, 13, e ganhou repercussão nos últimos dias.
O Jornal da Fan entrevistou nesta sexta-feira, 20, Tarcísio Milla, vigilante que trabalhava na UFS durante um ano na condição de ferista. Após a repercussão do caso, o profissional informou que foi demitido pela empresa após pedido da direção da instituição.
Conforme informou Tarcísio, ele foi comunicado na terça-feira, 17, sobre o aviso de demissão quando ia cumprir uma permuta. Segundo ele, a justificativa apresentada pela empresa foi a inexistência de vagas para sua permanência. “A empresa disse não tem posto para mim e eu não posso servir posto de um dia porque eu tenho filho pequeno”, relatou.
Ao detalhar o ocorrido, o vigilante explicou que a situação teve início após a intervenção do fiscal da didática. “Sexta-feira, o fiscal da didática chegou lá, viu o professor bebendo, pediu para o professor se retirar e o professor disse que não ia se retirar”, contou.
Ele afirmou que foi acionado em seguida. “Fui lá, dei boa noite, disse que não podia bebida na sala de aula, aí o professor disse: vai fazer o quê? Vai me expulsar da sala? Eu disse: Eu não. Só estou avisando”, declarou. Tarcísio acrescentou ainda que entrou em contato com seu superior. “Liguei para meu líder, o líder fez a mesma coisa. A gente pediu pra sair, ele se retirou e ele começou a falar coisas absurdas”.
Sobre o envio do relato à empresa, o vigilante disse que apenas seguiu orientações internas. “Eu fui contatado pela empresa que pediu para todo relato grave para passar para empresa, aí eu simplesmente passei para empresa. E tão me julgando porque eu passei o ocorrido com o professor da UFS para empresa”, declarou.
Questionado se a demissão teria ocorrido por causa da gravação do vídeo, ele negou. Segundo Tarcísio, se tivesse dado continuidade à filmagem, haveria mais situações a serem expostas. “Eu não ia filmar ninguém. Só ia filmar a ocorrência. Quando o professor viu que eu tava filmando, começou a sair, eu parei de filmar. Em momento algum foi pela filmagem. Foi só porque eu passei o ocorrido para a empresa”, afirmou.
Tarcísio disse ainda que não conhece o professor envolvido no caso e nunca teve desavença durante o período em que prestou serviços na instituição de ensino. “Eu fui fazer o meu correto. O que é para a gente fazer. Não pode deixar bebida alcoólica dentro da sala de aula”, concluiu.
Em nota, a Universidade Federal de Sergipe disse que determinou a abertura de procedimento interno para apuração detalhada do ocorrido, com o objetivo de esclarecer as circunstâncias e responsabilidades envolvidas. Além disso, disse que “reafirma seu compromisso com a transparência, a ética e o respeito aos direitos de todos os seus colaboradores — servidores efetivos e trabalhadores terceirizados — bem como com a manutenção de um ambiente acadêmico seguro e adequado para toda a comunidade universitária”, finalizou.








