Alessandro defende investigação de ministros e parentes na CPI do Crime Organizado: “Não dá para ter uma casta de impunidade”

O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) concedeu, nesta quarta-feira, 11, entrevista ao Jornal da Fan, da Rádio Fan FM. Na oportunidade, ele relatou sobre os requerimentos que miram familiares e ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) na CPI do Crime Organizado, destacando a importância de não haver blindagem.

“Nós temos uma tensão grande por conta das investigações que estão rodando em várias frentes e que atacam figuras importantes dos três poderes”, destacando que o cenário pré-eleitoral tem tornado o ambiente movimentado, porém pouco produtivo.

Ele explicou que existem linhas de investigação dentro da CPI: “A gente tem duas investigações que estão avançando: uma que acompanha o cenário da infiltração de corrupção no estado do Rio de Janeiro e a outra que acompanha a possível infiltração de corrupção no Supremo Tribunal Federal”.

Durantre a entrevista, sinalizou, ainda, que “os requerimentos já foram apresentados, os pedidos de quebra, as convocações”, ressaltando que esse movimento busca transparência. “O Brasil é vítima de um sistema de corrupção há muito tempo e a gente tem que dar um basta de alguma forma, a gente tem que identificar as pessoas e garantir que todo mundo, numa democracia, responda debaixo da mesma lei. Não dá para ter uma casta de impunidade”.

O senador cobrou posicionamento dos colegas diante da votação aberta: “A gente está num ano eleitoral e essa votação dos requerimentos tem uma característica: é uma votação aberta. Então todo mundo tem que botar a digital. E aí você vai ter que explicar para o seu eleitor: ‘Olha, eu defendo que investigue o Narciso, o Zezinho… mas ministro não. Ministro eu tenho medo’. Eu defendo o contrário: temos que investigar todo mundo. Se for inocente, parabéns, mas se não for, tem que pagar”.

Alessandro finalizou a entrevista destacando que a batalha atual é fundamental porque, tecnicamente, “é viável encontrar provas de envolvimento e de transações suspeitas, no mínimo. Então a gente tem essa oportunidade nas mãos”.

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