Durante entrevista concedida ao Jornal da Fan, da rádio Fan FM desta terça-feira, 27, o advogado Arthur Irwin, apresentou o posicionamento de defesa do policial civil Lucas a respeito das acusações de abuso de autoridade, feitas pelo advogado e vereador por Carmópolis, Augusto Júnior, também durante o Jornal da Fan.
“Existem todo um contexto de testemunhas, incluindo o próprio delegado de polícia Dr. Eurico, que colocam como isso de fato aconteceu. Existem ilações que são feitas dentro da fala do vereador que não condizem com a realidade e as ameaças irrogadas contra ele, a questão dele afirmar que ele tem teto de vidro, houve uma retorsão imediata. Essa questão de teto de vidro é uma questão muito complicada […] Se você diz que um policial civil tem teto de vidro e não há uma retorsão imediata, passa uma informação pra sociedade carmopolitana que aquele policial de fato tem alguma coisa a dever”, explicou o advogado.
Em relação às acusações proferidas pelo agente de que o vereador seria usuário de drogas, responde por Maria da Penha e desacato, Arthur justificou: “Primeiramente: de fato existem procedimentos, um por desacato e um por lei Maria da Penha em desfavor do [vereador], eu não sei se estão encerrados, mas chegaram a ser abertos procedimentos relativos a isso com relação ao vereador”.
E explicou o que resultou as acusações: “Foi uma retorsão imediata de quem se sentiu injustamente acusado e a gente pode discutir qual é o nível dessas ofensas e coisas do gênero, mas o que é bom deixar claro é que o Lucas, ele não só prestou depoimento perante autoridade policial como ele deixou testemunhas e coisas do gênero que indicam algumas algumas questões relativas a esse fato que serão melhor apuradas pelo delegado de polícia”.
O advogado explica que “Lucas entende que houve uma exacerbação de ambos os lados” e confirma a informação que existe um histórico de conflitos. ” De fato houve um problema também relativo a uma moto apreendida anteriormente, que essa moto depois teve que ser devolvida”.
Arthur também defendeu o cliente das acusações de que estaria utilizando da sua influência para fazer indicação de uma advogada que seria a procuradora do município. “Essa informação absolutamente não procede. Essa informação é uma informação que inclusive será apurada dentro da questão, porque se isso for identificado como verdade, tratar-se-ia do crime de advocacia administrativa, e se não for comprovado, aí se trata do crime de calúnia”.
Arthur finalizou a entrevista explicando os próximos passos: “Na próxima quinta-feira está marcada a oitiva, o interrogatório. Qualificação e interrogatório do suposto autor do fato, que é o vereador. Ele acenou para a possibilidade de acordo e nós estamos aguardando a questão, o que ele vai oferecer. E já foi destacado que o interrogatório será presidido pelo delegado de polícia Dr. Eurico, que estará na delegacia de Carmópolis. A defesa do policial Lucas vai acompanhar isso”, concluiu.








