Defesa de Bolsonaro cita “vulnerabilidade clínica” e “risco de eventos fatais” após novo pedido de prisão domiciliar

Foto: Internet

Após protocolar um novo pedido ao Supremo Tribunal Federal (STF) para a concessão de prisão domiciliar humanitária ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), o advogado João Henrique Freitas se manifestou nas redes sociais. Nesta quarta-feira, 14, o defensor afirmou que Bolsonaro apresenta “sequelas graves” e já passou por diversas cirurgias desde que sofreu a facada durante a campanha presidencial de 2018.

“A defesa do presidente Bolsonaro protocolou novo pedido urgente de prisão domiciliar humanitária. Após queda grave na cela da PF, sofreu traumatismo craniano leve e agravamento das sequelas cervicais. Desde o atentado a faca em 2018, acumula várias cirurgias e sequelas graves”, escreveu João Henrique no X.


Para o ex-chefe do Planalto cumprir a pena em casa, o advogado pede que o ministro Alexandre de Moraes reveja a decisão tomada em 1º de janeiro, quando Bolsonaro recebeu alta após realizar cirurgias na hérnia inguinal bilateral.

Segundo os advogados, o incidente mais recente com Bolsonaro, quando sofreu uma queda e bateu a cabeça em um móvel na cela da PF, em Brasília, em 6 de janeiro, representa um “fato novo, concreto e grave”, que pode mudar a análise feita anteriormente pelo relator.

O pedido de prisão domicilar humanitária traz novidades sobre o incidente com Bolsonaro: o ex-presidente teria caído da própria altura e batido a cabeça. Um dia após o tombo, o ex-presidente foi encaminhado ao Hospital DF Star e submetido a exames como tomografia, ressonância magnéticado crânio e da coluna cervical.

“Laudos médicos são claros: o presidente Jair Bolsonaro vive com vulnerabilidade clínica constante e risco exponencial de quedas e eventos fatais. O ambiente carcerário não oferece proteção adequada, com vigilância intermitente incapacitante de evitar descompensações repentinas. A prisão domiciliar permitirá monitoramento contínuo e cuidador permanente. Manter esse regime atual é expor deliberadamente sua vida a um risco evitável e contrário aos princípios humanitários da pena”, destacou.

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