“É pura maldade, porque tem o recurso”, afirma o Presidente do SINTESE sobre atrasos salariais no interior de Sergipe

Em entrevista ao Jornal da Fan nesta quinta-feira, 8 , o presidente do Sindicato dos Trabalhadores em Educação Básica da Rede Oficial do Estado de Sergipe (SINTESE), Roberto Silva, classificou como ‘pura maldade’ o atraso salarial de professores em diversos municípios sergipanos. Segundo o líder sindical, a justificativa de falta de verbas não se sustenta, uma vez que os recursos da educação são vinculados, garantindo o fluxo de caixa nas prefeituras.

“É muito grave essa situação de atraso salarial, […] porque a gente tem uma especificidade no caso da educação que os recursos são vinculados. Então há uma parte dos impostos municipais que são destinados à educação, há uma parte dos impostos federais e estaduais que são destinados à educação municipal, há o recurso do FUNDEB, ou seja, tem dinheiro suficiente”, pontuou.

O professor denunciou, ainda, a situação dos servidores que não receberam no final de ano. “A gente teve a infelicidade nesse fim de ano os servidores de Maruim, Santa Amaro e Aquidabã não tiveram a remuneração paga, além dos professores aposentados de Tomar do Geru, que o prefeito de Tomar do Geru pagou os ativos e não pagou os aposentados. Só os professores aposentados que não receberam e todos os demais aposentados das outras categorias receberam, menos os professores”.

A situação de Aquidabã foi classificada como ainda mais grave, visto que o município não quitou o décimo terceiro salário até o prazo legal de 20 de dezembro. “É um cenário muito preocupante. Entendemos que o Tribunal de Contas precisa tomar uma medida, uma investigação especial nesses municípios para verificar o que está de fato acontecendo”, explicou.

Ele completou: “É uma ação de pura maldade, porque tem o recurso, tem condição de pagar, mas infelizmente há essa tentativa dos servidores passaram o fim de ano da pior forma possível. A gente sabe da importância que é receber a remuneração no fim de ano para poder passar o ano novo com a família, fazer uma ceia”.

O presidente destacou que acionou o Ministerio Publico para investigar a situação dos municipios citados “Já acionamos o Ministério Público desses municípios, Tribunal de Contas, até porque o Tribunal de Contas tem uma determinação que os municípios que atrasam remuneração não podem realizar festas e que a gente sabe das festas que acabam sendo promovidas por esses municípios”, finaliza.

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