“Era alegre e extrovertido”, diz tio de criança de nove anos morto em acidente com pilastra na capital

Foto: Reprodução
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A tentativa de proteger as irmãs marcou os últimos instantes de vida de Ítalo, de apenas nove anos, morto após uma pilastra desabar dentro da própria casa, no Bairro América, na Zona Oeste de Aracaju. A tragédia ocorreu na tarde da última terça-feira, 6, e comoveu moradores da região pela atitude do menino, descrito pela família como alegre, extrovertido e cheio de sonhos.

Ítalo estava em casa quando a estrutura começou a ceder. Segundo relatos dos familiares, ao perceber o risco, ele tentou proteger as duas irmãs, que brincavam com ele no local. As meninas conseguiram sair a tempo e não ficaram feridas. O garoto, no entanto, acabou sendo atingido pela pilastra e não resistiu.

Abalado, o tio Elizânio descreveu o sobrinho de forma simples e emocionada. “Um menino bom, extrovertido, alegre”, resumiu durante entrevista ao Jornal da Fan, da Rádio Fan FM nesta quarta-feira, 7. Outro tio, Roberto de Carvalho, relembrou um desejo recente do menino. “Ele disse pra mim: ‘Tio, meu cabelo eu vou ‘nevar’, tio’”, contou. Segundo ele, Ítalo queria pintar o cabelo de branco, prática popularmente conhecida como “nevar”, mas não conseguiu realizar o desejo porque não havia vaga no salão.

A mãe da criança, Keitty, estava dentro da residência no momento do desabamento. Ela é mãe de outros quatro filhos e falou, ainda em estado de choque, sobre o impacto da tragédia nas filhas que presenciaram a cena. “Estão tudo em choque”, disse. Keitty também confirmou que o menino tentou salvar as irmãs antes de ser atingido pela estrutura.

Diante do ocorrido, a Prefeitura de Aracaju divulgou nota informando as medidas adotadas para prestar assistência à família. Segundo o comunicado, por meio da Secretaria Municipal da Família e da Assistência Social (Semfas), foi concedido de forma imediata o Auxílio Mortalidade, que garante os procedimentos funerários, como cuidados com o corpo, velório, fornecimento de urna funerária e transporte até o cemitério.

Ainda de acordo com a gestão municipal, nesta quinta-feira, 7, equipes técnicas da Semfas realizaram visita domiciliar e acompanhamento social para avaliar as necessidades da família e assegurar o acesso aos serviços e benefícios socioassistenciais disponíveis na rede municipal.

“Na noite da terça-feira, a Semfas manteve contato com os familiares e foi informada de que a residência não se encontrava interditada. Também não houve acionamento prévio por parte de órgãos competentes ou de moradores do imóvel quanto à necessidade de acolhimento institucional, então fizemos a oferta do auxílio mortalidade. Hoje, viemos presencialmente acompanhar essa família”, afirmou Lourdes Nogueira, coordenadora de benefícios e programas socioassistenciais da secretaria.

A Semfas informou ainda que se solidariza com os familiares neste momento de luto e reafirmou o compromisso de prestar todo o suporte necessário, por meio de suas equipes e serviços, reforçando o papel da política de assistência social no cuidado e na proteção das famílias em situação de vulnerabilidade.

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