Convocado por Alessandro Vieira, Garotinho mira Castro, Bacellar e André Moura em denúncias na CPMI

Foto: Reprodução/TV Senado

Durante depoimento à CPI do Crime Organizado, o ex-governador do Rio de Janeiro, Anthony Garotinho (Republicanos), apresentou uma série de acusações envolvendo supostos grupos criminosos atuando na Assembleia Legislativa e no governo fluminense. No entanto, o depoente não apresentou provas documentais ou materiais, limitando-se à narrativa de denúncias e relatos pessoais ao longo da oitiva.

As declarações foram feitas durante sessão conduzida pelo senador Alessandro Vieira (MDB), relator da comissão. Garotinho citou nomes de parlamentares estaduais, do governador do Rio de Janeiro, Cláudio Castro (PL), e do secretário de Governo daquele estado, o ex-deputado federal André Moura (União), apontado por ele como integrante de um suposto núcleo político que atuaria dentro do Executivo estadual.

Ao ser questionado por Alessandro Vieira sobre a estrutura do que classificou como organizações criminosas, Garotinho afirmou que existiriam dois grupos distintos: um no âmbito da Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) e outro no governo estadual. Segundo ele, o deputado estadual Bacellar estaria à frente do grupo que atuaria no Legislativo, enquanto o governador Cláudio Castro lideraria o núcleo no Executivo.

Ainda de acordo com o ex-governador, abaixo do chefe do Executivo fluminense estaria uma ala que ele chamou de “turma do charuto”, expressão usada, segundo Garotinho, para se referir a integrantes próximos ao governo. Entre os nomes citados, ele incluiu André Moura, a quem se referiu como “conterrâneo” do senador Alessandro Vieira.

Durante o depoimento, Garotinho também fez menções a episódios envolvendo André Moura, como um suposto desaparecimento de dinheiro de sua residência, mas novamente sem apresentar qualquer comprovação ou documentação que sustentasse as acusações feitas à CPI.

As declarações expuseram uma contradição política envolvendo o senador Alessandro Vieira, que questiona André Moura no âmbito da comissão parlamentar, mas mantém aliança política com ele em Sergipe. O episódio levantou questionamentos sobre a coerência da postura adotada pelo parlamentar na condução dos trabalhos da CPI.

Até o momento, nenhuma das pessoas citadas por Garotinho apresentou manifestação oficial sobre as acusações feitas durante a sessão, que seguem sob análise da comissão, sem que tenham sido formalmente comprovadas.

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