O padre Júlio Lancelotti comunicou no último domingo, 14, a interrupção de lives de transmissão da sua missa na Paróquia São Miguel Arcanjo, no bairro da Mooca, em São Paulo, e de suas atividades nas redes sociais. De acordo com a Folha de S.Paulo, a ordem teria vindo do Arcebispo de São Paulo, dom Odilo Scherer.
O sacerdote informou ainda que apesar de interromper sua participação no mundo online, continuará ministrando a missa na igreja da Zona Leste na capital paulista, aos domingos às 10h. “Hoje é a última vez que essa missa está sendo transmitida. Até que haja ordem em contrário, a partir do domingo que vem, a missa será só presencial”, disse.
Na solenidade, ele também agraciou todos os contribuintes por tornarem possível a difusão do momento para alcance internacional através da veiculação no canal do YouTube. “Agradeço imensamente todos que acompanham, todos que fazem chegar estas imagens, a tantos lugares. Gratidão a todos, a todas que acompanham.”, declarou o pároco.
Em contato com a colunista da Folha de S.Paulo, Mônica Bergamo, Lancelotti revelou que a iniciativa teria vindo do Arcebispo dom Odilo, que retrata a ação como uma medida de “recolhimento e proteção”.
Agressões simbólicas
Conhecido por sua atuação no auxílio de pessoas em situação de rua e combate à “pobrefobia”, Lancelotti tem sido alvo de ataques constantes desde sua popularização na internet, local em que conquistou um público com mais de 2 milhões de seguidores. Entre os autores dos assédios, está o vereador Rubinho Nunes (União-SP) e o vice-prefeito de São Paulo, Ricardo Mello Araújo (PL-SP). Rubinho foi responsável por protocolar um pedido de CPI para investigação do padre e de ONGs que trabalham com assistência a pessoas em situação de vulnerabilidade. Enquanto Mello consta que a concentração de dependentes químicos no local é de responsabilidade do sacerdote.
Repercussão
Nos comentários de sua última transmissão no YouTube, internautas de diversos lugares do Brasil demonstraram tristeza e insatisfação com a providência. Na aba do site, insinuações de “censura” e lamentações por não poder celebrar a missa junto ao padre foram comuns.
“Ninguém tem o direito de calar a voz do padre Júlio Lancelotti! Queremos celebrar a Missa com ele.”, disse @iarafalcaodealmeida6486.
“Padre Júlio está sendo censurado…vamos lutar para continuar ouvindo sua palavra cada vez mais necessária”, comentou @jaircaponi.
“Muito triste. Acompanhar essa santa missa tem sido para mim um conforto espiritual. Me manteve firme na pandemia e até hoje. Vou à missa em minha comunidade e depois acompanho rezando com essa comunidade do padre Júlio.”, lastimou @luciaaparecida1750.








