Focus: mercado prevê redução da inflação neste final de ano

Foto: José Cruz/Agência Brasil

Analistas do mercado apontam que o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado o indicador oficial de inflação, deve cair de 4,4% para 4,36%, indicando desaceleração da economia.

A previsão foi divulgada nesta segunda-feira, 15, pelo boletim Focus, pesquisa semanal do Banco Central (BC), com expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.

De acordo com o relatório, a previsão foi reduzida pela quinta semana seguida. Para 2026, a projeção de inflação de 2026 variou de 4,16% para 4,1%. A estimativa para os próximos dois anos também é de redução: 3,8% e 3,5%, respectivamente.

Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3%, com tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%.

Neste ano, a inflação acumulada em 12 meses é 4,46%. A taxa está dentro da meta do CMN.

Para alcançar a meta de inflação, o BC usa a taxa básica de juros (Selic), definida em 15% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). O recuo da inflação e a desaceleração da economia levaram à manutenção da Selic pela quarta vez seguida. De acordo com o Banco Central, o cenário é de incertezas. Por isso, a estratégia será manter a Selic neste patamar.

Esse é o maior nível da taxa desde 2006, quando atingiu 15,25%. A estimativa dos analistas de mercado é que a taxa caia para 12,13% ao ano até o final de 2026. Para os próximos dois anos, a Selic deve ser reduzida para 10,5% ao ano e 9,5% ao ano, respectivamente.

Aumentar a Selic é uma estratégia para desestimular o consumo e controlar a inflação, através do encarecimento do crédito. Com a alta demanda, os preços sobem descontroladamente, cenário que o Banco Central busca contornar. 

Quando a taxa Selic é reduzida, o acesso ao crédito é facilitado e o consumo e produção são estimulados, ampliando a atividade econômica. 

PIB e câmbio

Para 2026, a projeção para o Produto Interno Bruto (PIB) é estável, atingindo a taxa 1,8%. Para os dois próximos anos, o mercado estima expansão do PIB em 1,83% e 2%, respectivamente.

A previsão da cotação do dólar está em R$5,40 para o fim deste ano. No fim de 2026, a moeda deve atingir R$ 5,50.

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