Sergipe registrou uma queda de 6,4% no número de nascimentos entre 2023 e 2024, uma redução equivalente a 29.064 nascidos vivos para 27.064. O dado faz parte do levantamento de Estatísticas do Registro Civil, divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e acompanha uma tendência nacional de queda nas taxas de natalidade.
O estado também ocupa a primeira posição do país no percentual de nascimentos realizados em hospitais ou unidades de saúde localizados em municípios diferentes da residência da mãe. Segundo a pesquisa, em 2024, 60,3% dos partos ocorreram fora do município de origem da gestante, percentual bem acima da média nacional, que é de 34,3%.
Além de Sergipe, outros quatro estados nordestinos aparecem no topo da lista: Pernambuco (58,8%), Rio Grande do Norte (48,5%), Piauí (48,3%) e Alagoas (48,2%).
Outro dado relevante é a mudança no perfil das mães. Em Sergipe, assim como no Brasil, diminuiu o percentual de partos entre adolescentes. Em 2004, 21,3% dos nascimentos eram de mães com até 19 anos; em 2024, esse índice caiu para 13,7%. Já os partos de mulheres com 25 anos ou mais cresceram, no mesmo período, de 46,5% para 63,2% no estado, próximo à média nacional de 65,4%. O Nordeste continua sendo a segunda região com maior proporção de mães com até 24 anos (38,1%).
Em Sergipe, os municípios de Canhoba (31,58%), Santana do São Francisco (27,63%) e Brejo Grande (27,5%) registraram os maiores índices de mães adolescentes de até 19 anos, enquanto General Maynard (5,13%), São Miguel do Aleixo (7,5%), Ribeirópolis (8,89%) e Aracaju (9,52%) tiveram os menores.







