O deputado Glauber Braga (PSOL-RJ) foi retirado à força pela Polícia Legislativa após ocupar a cadeira do presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), na tarde desta terça-feira. Glauber não integra a Mesa Diretora e afirmou que o ato era um protesto contra o processo de cassação que responde.
Às 17h34, a TV Câmara cortou o sinal no momento em que o plenário começou a ser esvaziado e jornalistas foram retirados. A assessoria de Hugo Motta alegou cumprimento de “protocolo”, sem especificar qual.
Após a remoção, às 18h08, o deputado criticou o corte na transmissão e disse que a imprensa teve seu trabalho “cerceado”.
Cronologia
16h04 – Glauber ocupa a cadeira da presidência e se recusa a sair.
17h34 – TV Câmara corta sinal; plenário e imprensa são retirados.
18h08 – Glauber é removido à força.
Antecedentes
Em agosto, deputados da oposição ocuparam a Mesa Diretora em protesto contra a prisão domiciliar de Jair Bolsonaro. O presidente da Câmara cogitou suspender os envolvidos, mas o caso foi enviado à Corregedoria, que tem 45 dias para apresentar pareceres.
Processo de cassação
A denúncia contra Glauber, apresentada pelo Partido Novo, aponta agressões ao militante do MBL Gabriel Costenaro e ao deputado Kim Kataguiri. O relator, Paulo Magalhães, concluiu que houve agressões e que o deputado cometeu quebra de decoro.
Aliados de Glauber afirmam que o relator misturou episódios já arquivados para reforçar o pedido de cassação.








