Em entrevista concedida ao Jornal da Fan, da Rádio Fan FM, na manhã desta terça-feira, 16, o presidente da Companhia de Saneamento de Sergipe (Deso), Luciano Goes, falou sobre os trabalhos de manutenção na Adutora do São Francisco, após o rompimento que deixou quase 900 mil pessoas sem água nos municípios de Aracaju, Barra dos Coqueiros e Nossa Senhora do Socorro.
Quando questionado se o problema havia sido ocasionado por falta de manutenção na estrutura, o presidente explicou que o rompimento não foi causado pela ausência de cuidados preventivos, mas sim por um problema pontual na base da estrutura:
“Não falta manutenção. O ocorrido não foi por falta de manutenção da adutora, e sim um problema pontual em um pilar que foi corroído por conta do solo e por conta de fortes chuvas […] Apesar de ter 38 anos, [a tubulação] está em perfeito estado. Toda a tubulação é da segunda linha da Adutora do São Francisco, uma adutora de 1.200 milímetros. Isso foi um caso que aconteceu por conta de ser uma adutora sustentada por pilares, onde os pilares de concreto foram corroídos e, infelizmente, a adutora veio abaixo. Mas foram substituídos por pilares de aço, inclusive, colocamos até pilares a mais justamente para evitar que esse tipo de ocorrência volte a acontecer nessa região”, explicou sobre o colapso da estrutura.
Ainda sobre o estado estrutural da adutora, Góes explicou que, apesar de a tubulação estar em boas condições, os pilares demandam manutenção constante.
“Esses pilares dessa área foram todos substituídos ontem […] Nós aproveitamos para substituir todos, e também, como a gente tem uma equipe de engenharia que percorre toda a rede adutora do São Francisco, e outras adutoras, com inspeção visual e inspeção física também […] Foi abaixo do solo, então não dava para ver a olho nu. Tinha que escavar para localizar o pilar. Então, assim, é uma coisa bem rara”, finalizou o presidente da Deso.
Durante o jornal, o presidente do Sindicato dos Trabalhadores na Indústria da Purificação e Distribuição de Água e em Serviços de Esgotos do Estado de Sergipe (Sindisan), Silvio Sá, também apresentou esclarecimentos sobre o acompanhamento feito pela categoria. Com relação à manutenção da estrutura, o sindicalista acredita que o problema poderia ter sido evitado com ações preventivas mais frequentes.
“Como foi mais uma situação de rompimento de um pilar, de uma estrutura de concreto, a gente sabe que intempéries climáticas podem afetar. Mas acredito que, se houvesse esse acompanhamento semanal de uma equipe percorrendo toda essa extensão de cem quilômetros, poderia ter sido evitado”, explicou.







