A presidente do Sindicato das autoescolas de Sergipe(Sinase), Luciana Araújo, concedeu entrevista ao Jornal da Fan, da Rádio Fan FM, e falou sobre a proposta elaborada pelo Ministério do Transporte para acabar a obrigatoriedade das aulas. Luciana argumentou porque é contra e reforçou a importância da autoescola para o processo para a obtenção da Carteira Nacional de Habilitação.
“A gente observa que educação não tem negociação, sabe? Educação não tem preço. Essa legislação onde traz que a gente deve tirar uma habilitação através de um CFC, ela vem numa discussão de 1998 através do Código de Trânsito Brasileiro, onde a implantação do CFC é exatamente uma discussão, uma discussão que deve ser feita inclusive com responsabilidade, porque o trânsito não é brincadeira, tá? E hoje, se é educação no trânsito, a gente já encontra um cenário e somos protagonistas, inclusive, em acidentes de trânsito. O Brasil hoje, ele está entre os primeiros países do mundo em número de acidentes. Você imagina, sem o mínimo, que é exatamente o curso teórico e prático, onde uma carga horária de 45 horas consta em legislação e 20 horas em legislação”, argumenta.
Uma das justificativas do ministro é que não há a obrigatoriedade de autoescola em outros países, mas os números são bem inferiores ao do Brasil. Luciana responde que, mesmo conforme os dados, é importante o processo de ensino para conscientização sobre o trânsito. A presidente do sindicato rebateu e afirma que sem a obrigatoriedade, poucos receberão a formação necessária.
“Quando a gente fala de educação, não é apenas a gente tá memorizando leis, estudando normas e receber um documento no final de habilitação. A gente tem que entender que o educador, ele fala sim de conscientização, ele fala do comportamento do trânsito, ele fala em segurança de trânsito, ele fala em responsabilidade do trânsito. Então, as aulas que são realizadas dentro do CFC, você imagine, você tem 45 horas aulas com um educador e você hoje não tem mais nada. Hoje você chega, pega um veículo, aprende com o pai, aprende com a mãe, pode fazer o facultativo na autoescola e você sabe que a maior parte não vai fazer, não vai para a autoescola. Hoje o condutor, infelizmente, muitos vão para a autoescola por causa do tempo, pela questão da necessidade e porque é lei”, rebate.







