“Não é aumento de ocorrência, é aumento de registro”, diz Danielle sobre suposta crescente de casos de violência contra a mulher

Em entrevista ao Jornal da Fan, da rádio Fan FM, nesta sexta-feira, 21,  a secretária de Estado de Políticas para as Mulheres, delegada Danielle Garcia, comentou sobre casos de violência contra a mulher em Sergipe, destacando a redução no número total de ocorrências em detrimento ao aumento de registros.

Como condições de impacto direto no número de denúncias e registros de crimes, Danielle cita o aumento do número de tipificações. 

“Eu estou absolutamente certa de que não é aumento de ocorrência, é aumento de registro. De 2021 a 2024, nós tivemos mais de 145 mil registros de ocorrência de crimes contra a mulher, não necessariamente de casos na Lei Maria da Penha, crimes contra a mulher de forma geral. Agora, o que aconteceu nos últimos anos? Nós tivemos a tipificação de mais de 10 crimes novos: importunação sexual, estupro de vulnerável, assédio sexual e moral, o crime de stalker, que é perseguição”, explicou.

Além disso, a secretária reforça que também foram ampliados o número de canais à disposição da mulher para a efetivação de denúncias.

“Nós aumentamos o número de canais à disposição da mulher. Veja, você lembra de termos tido uma Delegacia Virtual tão intensa nos últimos 10 anos? Não, porque ela foi criada recentemente. A Delegacia Virtual, para os crimes dela em Maria da Penha, ela tem que funcionar a todo o vapor, tanto assim, que já tem, inclusive, prisão e medidas protetivas deferidas através da Delegacia Virtual”, completou. 

Na oportunidade, Danielle Garcia também refutou a alegação de que houve aumento no número de crimes no estado.

“Nós não aumentamos o crime em Sergipe. Ao contrário, se compararmos Sergipe com o Brasil, nós estamos numa decrescente do número de crimes em geral e também no feminicídio. Nós já tivemos mais de 20 feminicídios por ano. Nos dois últimos anos, nós tivemos uma redução, foram 16 feminicídios, no ano passado nós tivemos 10. Neste ano, a gente espera reduzir o máximo possível, nossa meta é chegar a um feminicídio zero. Então, para além de discursos vazios, o que a gente precisa é de ação. E a ação não se faz apenas falando, a gente tem que sair dos gabinetes, é o que eu tenho feito”, finalizou. 

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