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Deotap cumpre mandados de busca em operação sobre desvio de mobiliário escolar e itens destinados à Seduc

Da redação

07/06/2024


O Departamento de Crimes contra a Ordem Tributária e Administração Pública (Deotap), da Polícia Civil, concluiu nesta sexta-feira, 7, o cumprimento de mandados de busca e apreensão em operação deflagrada dentro de investigação sobre o desvio de cadeiras, mesas escolares, absorventes e ventiladores pertencentes à Secretaria de Estado da Educação e da Cultura (Seduc).

Segundo informações divulgadas pela Secretaria da Segurança Pública (SSP/SE), o material estava em um depósito no bairro 18 do Forte, na Zona Norte da capital. A investigação foi iniciada após o recebimento de denúncia anônima. 

Entre os materiais encontrados estão ventiladores com o selo de patrimônio do estado, que deveriam ser destinados a leilão, assim como 212 conjuntos de mesas e carteiras do modelo novo que foram adquiridos neste ano pela Seduc, com fornecedor exclusivo.

Ainda de acordo com a SSP, a suspeita é de que os itens foram desviados durante a distribuição para unidades de ensino da rede estadual. A Seduc, que forneceu relatórios para o andamento da investigação, agora está com os materiais. 

Conforme o Deotap, além do mobiliário escolar embalado e com aspecto de itens novos, sem notas fiscais, também foram encontrados no imóvel 83 pacotes de absorventes da mesma marca adquirida pela Seduc para distribuição através do projeto ‘Cuidar-SE’.

A SSP aponta que a proprietária do imóvel onde foram encontrados os bens não apresentou documentação comprobatória da aquisição e relatou que o material foi guardado a pedido do ex-companheiro, que é dono de uma fábrica de móveis escolares. O proprietário da fábrica negou a aquisição ilícita dos materiais, mas também não comprovou a origem dos objetos encontrados.

Ainda segundo o Deotap, o rastreio dos absorventes constatou que o número de lote e o distribuidor são os mesmos. Além disso, nos conjuntos novos apreendidos foi constatada a identificação de etiquetas e timbres da empresa fornecedora, que diverge totalmente da fábrica envolvida no esquema.

De acordo com a SSP, o inquérito policial continua em andamento e outras pessoas devem ser ouvidas. As pessoas inicialmente identificadas podem responder pelos crimes de peculato, associação criminosa e receptação.

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