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Sintese decide manter paralisação mesmo com decisão judicial; Seduc fala em injustiça e decepção

Da redação

22/05/2024


Nesta quarta-feira, 22, o Jornal da Fan entrevistou o presidente do Sintese, Roberto Silva, e o porta-voz da Secretaria de Estado da Educação e Cultura (Seduc), Alberto Jorge. O assunto foi a falta de acordo nas tratativas sobre a paralisação dos professores da rede estadual de ensino e as ações da pasta do governo para atender às demandas do magistério.

Mesmo com decisão judicial, o Sintese decidiu manter a paralisação dos professores até a próxima sexta-feira, 24. O presidente do sindicato criticou a decisão judicial anunciada pelo governo.

“Não houve nenhum tipo de notificação do sindicato. A gente não tem conhecimento desta decisão que foi anunciada pelo governo do estado. No nosso entendimento, é uma estratégia usada pelo governo para tentar desmobilizar os professores que estão 100% mobilizados nas escolas do estado inteiro, para paralisar estes três dias”, defende Roberto Silva.

Roberto afirmou ainda que o magistério está insatisfeito com a conduta do governo e a falta de diálogo com a categoria. “Há um sentimento dos professores de muita indignação diante dessa ausência, dessa proposta do governo, que para o magistério não tem resposta nossa pauta de reinvindicação. A gente espera que com estes três dias de paralisação, na verdade, o governo possa rever a postura de reabrir a negociação, de reabrir o diálogo, porque o que nós tivemos na última audiência foi a resposta de que para o magistério não tem nada a ser oferecido pelo governo, e por isso que houve deliberação na assembleia de parar nestes três dias”, reforça o presidente.

Por sua vez,  o porta-voz da Secretaria de Estado da Educação e Cultura (Seduc), Alberto Jorge, reforçou que as escolas estarão abertas mesmo sob a paralisação, e afirmou que a secretaria se sente injustiçada e decepcionada com as declarações do sindicato.

“Foi criada essa comissão para analisar as pautas do Sintese, para analisar as temáticas do Sintese. E o próprio Sintese elegeu a retomada da carreira e a manutenção do abono como as principais pautas, então o governo se debruçou sobre isso. Historicamente, atendeu a estes dois pleitos eleitos pelo Sintese. Por lei, o início da carreira foi retomado, e foi mantido o abono. Começou a ser incorporado no salário tanto dos ativos e dos aposentados, e esta nova tabela foi posta em prática a partir de janeiro de 2024. Então, historicamente, o Sintese obteve essa conquista. E o professor Roberto tem a coragem, de no ar, dizer que o governo não ofereceu nada. Isto é uma injustiça muito grande que deixa a gente triste, que deixa a gente decepcionado, só não deixa desestimulado. Por isso a indignação do governador”, rebateu o porta-voz.

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