Com fome de saúde e sede de justiça, 29º Grito dos Excluídos desfilará na Av. Barão de Maruim

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Com fome de direitos e sede de justiça social, o 29º Grito dos Excluídos vai desfilar no Dia da Independência do Brasil, 7 de setembro, nesta quinta-feira, pela Avenida Barão de Maruim, em Aracaju, levando as bandeiras de luta do movimento sindical, dos movimentos sociais e do movimento religioso. Em entrevista ao Jornal da Fan, da rádio Fan FM, o presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT), Roberto Silva, falou sobre o movimento.

“O grito abre possibilidade para uma série de discussões que a Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) coloca como crucial, que é o direito à alimentação, moradia, educação, saúde e saneamento. Ou seja, o grito vai estar tratando dessas pautas, junto com o movimento social, os sindicatos, a população em situação de rua… A nossa perspectiva é de que o grito não se encerre no 7 de setembro, mas que nós possamos ter novas atividades, chamadas de ‘pós-grito’, para que essa pauta das políticas públicas continuem”, explica o professor Roberto Silva.

Na última segunda-feira, dia 2 de setembro, na Paróquia São Pedro Pescador, localizada no Bairro Industrial, aconteceu a Coletiva de Imprensa reunindo a mídia de Sergipe, membros da Pastoral do Povo de Rua, Central Única dos Trabalhadores (CUT Sergipe), Cultura da Periferia Barracão Cultural Hip Hop, do CONAL (Conselho de Leigos e Leigas da Arquidiocese), Cáritas, UGT, MTST e mandato da vereadora Ângela Melo.

Com o tema ‘Você tem fome e sede de quê?’, a concentração do 29º Grito dos Excluídos será na Catedral Metropolitana de Aracaju, às 8h da manhã, com Ato Ecumênico e atividades culturais. Em seguida, os manifestantes sairão em caminhada pelas ruas do Centro de Aracaju até a Praça da Bandeira.

O 29º Grito dos Excluídos vai levar o alerta para a população de Sergipe sobre a necessidade de lutar em defesa da saúde pública, por paz social, pela valorização dos trabalhadores, contra as privatizações em Sergipe, por uma educação de qualidade, dignidade no trabalho e vida decente para os trabalhadores, pelo direito a ter direitos, por uma legislação comprometida com o povo; por cultura, desenvolvimento e inclusão social; por uma igreja mais avançada, mais preocupada com o social, e por dignidade para todos os povos independentemente da nacionalidade.

Desta forma, o Grito dos Excluídos 2023 se ampliou com a organização de duas edições do pré-grito dos excluídos e a preparação do pós-grito dos excluídos para que a luta unificada dos movimentos sociais e do movimento sindical de Sergipe não se resuma a um dia apenas de protesto, mas sirva para dar visibilidade aos graves problemas sociais que a população de Sergipe enfrenta no momento.

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