Cidade

  • Início •
  • Blog

Operação Underground apreende 14 armas, munições e prende 7 suspeitos na BA e em SE

Da redação

12/05/2023


Como resultado da Operação Underground, foram apreendidas 14 armas de fogo de diversos calibres, além de centenas de munições. A operação também resultou no cumprimento de sete mandados de prisão preventiva e de 14 decisões judiciais de busca e apreensão. A ação policial ocorreu nessa quinta-feira, 11, nas cidades de Aracaju, Itabaiana, Ribeirópolis, Neópolis, Aparecida, Canindé de São Francisco e Ibotirama (BA).

Durante o cumprimento dos mandados, respectivamente nas cidades de Ibotirama (BA) e Itabaiana (SE), os investigados Wilton Nogueira – conhecido como “Boy” e líder do grupo criminoso – e o filho, Gustavo Lenno Andrade Nogueira – operador do esquema – reagiram à abordagem policial. Eles entraram em confronto com as equipes, foram atingidos, socorridos, mas não resistiram e morreram.

Investigação

A Operação Underground foi fruto de uma investigação que se iniciou no dia 29 de agosto de 2022, quando policiais civis do Centro de Operações Policiais Especiais (Cope) prenderam em flagrante Tiago Santos Silva, investigado por tráfico de drogas e homicídio.

Na investigação, foi identificado que o investigado Tiago operava um esquema criminoso, chefiado por Wilton Nogueira, conhecido como “Boy de Itabaiana”, comercializando, ilegalmente e em larga escala, armas de fogo, munições e acessórios. Verificou-se também que o grupo tinha forte atuação em Sergipe, Alagoas e Bahia, além de outros estados.

Conforme a apuração policial, o grupo fazia uso de armamento de grosso calibre, arregimentando servidores públicos, inclusive policiais e políticos, com o objetivo de praticar crimes e garantir a impunidade, com a utilização de informações privilegiadas para obter lucro e poder criminoso.

Segundo a investigação, os “anúncios” e “comercialização” dos materiais bélicos se davam, principalmente, através do aplicativo de mensagens WhatsApp, com troca de mensagens, imagens e vídeos dos objetos, negociações de preços e envio de comprovantes de depósitos das transações.

Ainda de acordo com a apuração policial, um dos investigados chegou a movimentar para a organização criminosa cerca de R$ 150 mil comercializando cerca de 23 armas de fogo. Há indícios de que os investigados cooptavam pessoas para adquirir, legalmente, armas de fogo e munições, as quais eram vendidas de maneira ilícita.

Nosso Twitter @portalfanf1

Nosso Instagram @portalfanf1