O Tribunal Regional Eleitoral de Sergipe (TRE-SE) pediu à Justiça nesta quinta-feira, 13,  o imediato cumprimento da pena imposta ao ex-prefeito de Capela (SE) e candidato impugnado a deputado federal, Manoel Messias Sukita Santos. Diante da notícia, o candidato afirmou que irá aguardar em casa a sua ordem de prisão. “Recebi a notícia com perplexidade, mas respeitarei a decisão e irei aguardar em casa a ordem judicial ao lado de minhas filhas”, afirmou Sukita.

Sukita explicou que estava em viagem, mas que assim que soube resolveu voltar para sua residência no município de Capela. “Estou sendo preso porque ajudei uma criança a consertar um problema nos pés, ajudei a família a fazer a cirurgia e fui acusado de compra de votos”, disse.

O Ministério Público Federal emitiu nota dizendo que o TRE-SE confirmou a condenação de Sukita a 13 anos e nove meses de prisão por corrupção eleitoral, desvio de verbas públicas e autorização de despesas não previstas em lei. O MPF diz ainda que a comunicação foi feita por meio de ofício a 5º Zona Eleitoral.

No documento consta a expressa recomendação para execução provisória da pena. O MPF afirma que diante da medida, e de acordo com o entendimento do Supremo Tribunal Federal, cabe agora ao juiz eleitoral emitir o mandado de prisão do réu.

Entenda o caso – Durante o período eleitoral de 2012, Manoel Sukita, à época prefeito de Capela, distribuiu dinheiro em troca de votos a fim de favorecer a campanha de Josefa Paixão de Santana e Carlos Milton Mendonça Tourinho, candidatos a prefeita e vice-prefeito, respectivamente.

Com autorização do então diretor-financeiro do fundo de assistência social, Arnaldo Santos Neto, o prefeito Manoel Sukita distribuiu a cerca de sete mil beneficiários de programas sociais do município a quantia de R$ 40. Ao entregar o dinheiro, o ex-prefeito pedia os votos dos beneficiários utilizando-se da expressão “Vamos votar no 40 para continuar ganhando o valor de 40″. A distribuição da verba ocorreu na sede da Prefeitura de Capela e não obedeceu a qualquer critério.

A então secretária municipal de Assistência Social, Ana Carla Santana Santos, e sua substituta Maria Aparecida Nunes contribuíram para a manutenção do esquema de compra de votos. Elas autorizaram os pagamentos sem obedecer os critérios indicados na lei instituidora do auxílio financeiro. Em alguns casos, inclusive, ultrapassaram o teto permitido. As duas também participavam do esquema de distribuição dos valores.

Penas – Manoel Sukita foi condenado a 13 anos, nove meses e 15 dias de reclusão em regime inicial fechado e pena de multa de 32 dias-multa no valor de um salário mínimo vigente à época dos fatos.

Ana Carla Santos foi condenada a seis anos, três meses e 15 dias de reclusão em regime inicial semi-aberto e 10 dias-multa no valor de meio salário mínimo vigente à época dos fatos.

Maria Aparecida Nunes e Arnaldo Santos Neto foram condenados a três anos, nove meses e 15 dias de reclusão em regime inicial aberto.

Os réus ainda podem recorrer da decisão.

Acompanhe o processo no site da Justiça Eleitoral com o número: RC Nº 0000042-10.2015.6.25.0005.

Com informações do MPF-SE