O Ministério Público de Sergipe, por intermédio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado – GAECO deflagrou, nesta segunda-feira (17), a Segunda Fase da “Operação Hígia”, saindo em campo com o apoio operacional da DEOTAP para os cumprimentos de três mandados de prisão preventiva, expedidos pelo Juiz da comarca de Aquidabã (SE).

Já foram presos o ex-Secretário de Finanças do Município de Aquidabã, Joan Diego Nascimento Silveira, e o empresário ligado a Construnews, Gregório Emilian Valeriu.

O terceiro ainda não foi localizado pela polícia, todos são denunciados pelo MP em razão da prática de diversos crimes, entre os quais fraude a licitação, lavagem de dinheiro e organização criminosa.

Diante das novas provas colhidas, o GAECO solicitou a decretação da prisão preventiva dos três denunciados citados, que respondem à ação penal juntamente com outras sete pessoas, dentre elas o ex-prefeito José Carlos dos Santos “Carlinhos” e o ex-procurador-geral do município de Aquidabã.

Entenda o caso

A Operação Higia foi deflagrada em 18 de janeiro deste ano, pelo GAECO, em apoio à Promotoria de Justiça de Aquidabã, e teve medidas cautelares deferidas pelo Magistrado daquela Comarca. As investigações foram iniciadas em razão de suspeitas de fraudes em procedimentos licitatórios daquele município, das quais podem ter resultado prejuízos aos cofres públicos que giram em torno de R$ 3.000.000,00 (três milhões de reais).

Na primeira fase da operação, além das buscas residenciais, foi decretada a indisponibilidade dos bens de seis pessoas investigadas, dentre elas os alvos das prisões preventivas decretadas nessa segunda fase.

Vale lembrar que a Operação Hígia também é decorrência da Operação Antidesmonte, deflagrada pelo MPSE e pelo TCE/SE no final de 2016. As investigações realizadas no âmbito da Antidesmonte revelaram manobras de alguns dos investigados, atualmente réus em processo criminal ajuizado na Comarca de Aquidabã, para burlar a ordem de pagamento dos credores do município, bem como para dificultar a fiscalização do período de transição de governo, após as eleições de 2016, pelas equipes de inspeção do Ministério Público e do Tribunal de Contas.

O nome da operação, HÍGIA (figura da mitologia grega ligada a saúde, limpeza e sanidade), deve-se ao tipo de serviço contratado de forma fraudulenta, coleta de lixo e limpeza urbana.