Sergipe cumpriu 30 mandados de prisão, sendo 15 pelo crime de roubo e outros cinco por outros delitos. Esse é o resultado parcial da Operação Midas, coordenada pelo Ministério da Segurança Pública e pelo Conselho Nacional dos Chefes de Polícias Civis. A ação é executada no período de 48 horas (dias 26 e 27 de setembro) por investigadores da Polícia Civil nos estados e Distrito Federal. O foco é crime de roubo e latrocínio, ou seja, crime patrimonial com violência ou grave ameaça e resultado morte, tentado e consumado.

A ação conta com a participação de 3745 policiais civis em todo o país, ocorrendo simultaneamente em 25 estados e no Distrito Federal (apenas o estado do Amazonas não participa da ação). Os trabalhos em Sergipe são dirigidos pelas Coordenadorias das Delegacias da Capital e Interior. São mandados de prisão cumpridos por delegacias metropolitanas e especializadas em Aracaju, na região metropolitana e interior do Estado.

Para execução dos trabalhos, houve um levantamento realizado pela Coordenadoria Geral do Sistema de Inteligência (Cogersisp) da Secretaria da Segurança Pública para verificar quantos mandados de prisão poderiam ser cumpridos.

“No caso do interior, todas as delegacias receberam determinação de participação efetiva na operação. Tivemos, por exemplo, prisões em Nossa Senhora das Dores, Lagarto e Estância, mas as diligências continuam até o final da tarde”, reforçou o delegado Jonathas Evangelista, coordenador das delegacias do interior.

Foto: SSP

Em Aracaju e na região metropolitana, a delegada Viviane Pessoa, coordenadora das delegacias da capital, destacou uma prisão realizada no bairro Santa Maria. “Somente nesta ação houve a prisão de 13 pessoas relacionadas ao crime de roubo. Em Sergipe nós estamos com uma grande redução nos casos de latrocínio. Ano passado, neste mesmo período, tínhamos 40 registros. Esse ano foram 20 situações”, finalizou.

Operação Midas: o nome da ação é uma referência metafórica ao conto do rei que tocava nas coisas e transformava em ouro, sendo a ganância seu principal mal, tal qual é o objetivo do autor de roubo e latrocínio, porém causando malefícios à vítima e à sociedade. Uma vez identificado como autor da subtração com violência ou morte, sua liberdade se transforma em reclusão social.

Fonte: SSP