Em entrevista coletiva na manhã desta terça-feira, 18, o Ministério Público Estadual de Sergipe (MPE) detalhou a segunda fase da Operação Hígia, deflagrada nessa segunda-feira, 17. De acordo com o promotor de justiça, Waltwmberg Lima, as prisões preventivas foram autorizadas pela Justiça, porque havia indícios de que os dois gestores do município de Aquidabã (SE) e o empresário da empresa contratada pela prefeitura do município para limpeza pública, estariam ocultando patrimônio, na tentativa de se furtar da aplicação da lei penal.

Nessa segunda-feira, 17, foram presos o ex-Secretário de Finanças do Município de Aquidabã, Joan Diego Nascimento Silveira, e o empresário ligado a Construnews, Gregório Emilian Valeriu. Também foi decretada a prisão preventiva do ex-secretário de Sérgio Joas, que está no Estado Unidos, mas segundo os advogados de defesa dele, deve se apresentar à polícia aqui no Brasil ainda esta semana.

Ainda segundo o promotor, ao final do processo, o MPE pedirá a prisão definitiva dos 10 réus acusados de envolvimento na contratação fraudulenta de uma empresa para coleta de lixo no município. Para o MPE não há dúvidas que havia um esquema montado para desvio do dinheiro público. “Os prejuízos aos cofres públicos passam dos R$ 3 milhões”, destacou.

Para outubro deste ano já está marcada a primeira audiência do processo quando serão ouvidas as testemunhas.

O promotor Leideison Gadelha destacou que a investigação foi motivada por denúncias da população e o trabalho empenhado do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado – GAECO.

Entenda o caso

Operação Higia foi deflagrada em 18 de janeiro deste ano, pelo GAECO, em apoio à Promotoria de Justiça de Aquidabã (SE), e teve medidas cautelares deferidas pelo Magistrado daquela Comarca. As investigações foram iniciadas em razão de suspeitas de fraudes em procedimentos licitatórios do município.

Na primeira fase da operação, além das buscas residenciais, foi decretada a indisponibilidade dos bens de seis pessoas investigadas, dentre elas os alvos das prisões preventivas decretadas nessa segunda fase.

A Operação Hígia também é decorrência da Operação Antidesmonte, deflagrada pelo MPSE e pelo TCE/SE no final de 2016. As investigações realizadas no âmbito da Antidesmonte revelaram manobras de alguns dos investigados, atualmente réus em processo criminal ajuizado na Comarca de Aquidabã (SE), para burlar a ordem de pagamento dos credores do município, bem como para dificultar a fiscalização do período de transição de governo, após as eleições de 2016, pelas equipes de inspeção do Ministério Público e do Tribunal de Contas.

O nome da operação, Hígia (figura da mitologia grega ligada a saúde, limpeza e sanidade), deve-se ao tipo de serviço contratado de forma fraudulenta, coleta de lixo e limpeza urbana.

Com informações do MPE-SE