O secretário de Estado da Casa Civil, José Carlos Felizola, recebeu na tarde dessa sexta-feira, 9, uma comissão de lideranças do Movimento Luta por Moradia Popular. Na reunião, que ocorreu no Palácio de Despachos, o gestor garantiu que até dia 30 de cada mês os recursos do aluguel social estarão depositados na conta de cada morador beneficiado. O auxílio moradia é destinado a 252 famílias que fazem parte das comunidades Terra Prometida, 17 de Dezembro e Nasce Esperança. São cerca de R$ 400 mil por mês.

Depois da reunião, os manifestante resolveram deixar a sede da Secretaria de Estado da Inclusão e Desenvolvimento Social (Seidhs), que eles ocuparam durante a manhã da sexta.

A audiência contou com a participação dos secretários da Infraeatrutura, Valmor Barbosa; da Fazenda, Ademário Alves de Jesus; a adjunta da Inclusão e Assistência Social, Rosely Bispo, e equipe gestora. Na ocasião, Felizola informou que o governador Belivaldo Chagas autorizou atender as reivindicações do movimento e o impasse foi imediatamente solucionado, com a suspensão da ocupação da Seidh pelo grupo.

O secretário de Estado da Infraestrutura, Valmor Barbosa, informou às lideranças que o governo levou um projeto de construção de casas populares para o Ministério das Cidades, há cerca de dois anos, buscando a liberação de recursos, porém, até agora não houve aprovação.

O secretário Felizola disse que há dois anos Sergipe não recebe recursos para construção de casas populares. Ele propôs fazer uma reunião com representantes da Prefeitura de Aracaju e os movimentos por moradia para buscar uma solução conjunta para o problema.

A reunião contou também com representas das ocupações Novo Amanhecer, Mangabeira, Paraisópolis e Vitória. Atualmente são cerca de 2.500 famílias morando em ocupações ou com aluguel social.

Antony Costa, liderança da ocupação Novo Amanhecer, considerou a reunião proveitosa e garantiu que os sem teto iriam imediatamente se retirar da Seidh. “Vamos ter um novo dialogo com o governo, que sempre se manteve de portas abertas para conversar com os movimentos sociais”, enfatizou.