Quem utiliza dos serviços prestados pelo Centro de Atenção à Saúde de Sergipe (CASE), diz que enfrenta demora no atendimento há anos, mas nesta semana a situação piorou, idosos e adultos com problemas de saúde são obrigados a aguardar mais de 4h por um atendimento, sem ter a certeza que receberão seus medicamentos ou insumos, como fraldas e leite sem lactose.

Educadora Física, Diana Leite/ Foto reprodução TV Atalaia

pA recepção fica lotada do início da manhã, ao final da tarde, mesmo com a senhas sendo entregue somente até às 13h. Cerca de 700 pessoas são atendidas diariamente na unidade. A educadora física Diana Leite sai do município de estancia, cerca de 70 quilômetros da capital, todas as vezes que precisa pegar algum medicamento no CASE, mas quando o problema não é a demora no atendimento é a falta de medicação. “É inaceitável aguentar essa situação. Todo mundo que vem aqui reclama das mesmas coisa. Alguém precisa dar um basta, porque está insustentável”, apelou.

A liberação dos medicamentos é feita nominalmente pelo sistema DATASUS do Ministério da Saúde e a oscilação no funcionamento é o que tem provocado a lentidão, de acordo com a Secretaria de Estado da Saúde (SES). O Ministério da Saúde informou que algumas melhorias já foram feitas no sistema para minimizar os problemas apresentados, mas para resolução total dos transtornos será preciso esperar até o final do ano.

A orientação da SES é que antes de ir ao CASE, o usuário ligue para o número 32343400 para saber se o sistema está funcionando e se há o medicamento na unidade.

Quanto a falta de medicamentos, a SES informou ainda que o problema é gerado por fornecedores que atrasam a entrega.