Por volta das 10h30 desta quinta-feira, 27, o ex-prefeito de Canindé de São Francisco (SE), Genivaldo Galindo, 71, se entregou à Polícia Federal em Aracaju (SE). Contra ele havia um mandado de prisão em aberto desde o último dia 13, expedido pelo Ministro Luis Roberto Barroso do Tribunal Superior Eleitoral (TSE)  por  envolvimento no roubo das urnas que continham os votos da eleição municipal de 1996 em Canindé, quando a contagem era manual.

As cédulas, que seriam recontadas por força de liminar concedida pelo TSE, foram roubadas do Fórum Dom Juvêncio de Brito, em Canindé, na madrugada do dia 10 de março, de 1997, por um grupo de pessoas que usavam uniformes militares. De acordo com as investigações, os envolvidos teriam incinerado os votos e destruído as urnas.

O ministro determinou a execução provisória da pena dos seis envolvidos: Genivaldo Galindo da Silva (ex-prefeito de Canindé do São Francisco), Genilson Galindo Chaves (filho de Galindo), José Milton Galindo Ramos (sobrinho de Galindo), Marcos Fernandes Nunes, Carlos Roberto Damasceno e Álvaro Bento dos Santos, que também já está preso, este, desde o último dia 17.

Galindo foi encaminhado por agentes da Polícia Federal ao Instituto Médico Legal (IML) de Sergipe, onde passou por exame de corpo de delito para ser levado para o Complexo Penitenciário Advogado Antônio Jacinto Filho (Compajaf), no bairro Santa Maria, na Zona Sul de Aracaju (SE).

Outros crimes

Genivaldo Galindo já foi preso em 2003, 2006 e 2010. Ele foi acusado de crimes eleitorais, improbidade administrativa, desvio de verbas estaduais e federais, superfaturamento de obras, e ainda apontado como mandante de um crime de pistolagem que vitimou o radialista José Wellington Fernandes. O crime foi registrado na madrugada do dia 13 de março de 2002. O radialista retornava de uma festa quando, ao chegar na porta de casa, foi executado com um tiro de escopeta na cabeça.

O motivo do crime, segundo as investigações, seria o fato do radialista denunciar as irregularidades administrativas praticadas pelo então prefeito de Canindé de São Francisco, Genivaldo Galindo.