Nos últimos 18 anos,  pouco mais de 2 mil pessoas em Sergipe tiveram uma nova oportunidade de vida, ou puderam viver melhor graças ao transplante de órgão. Em setembro, mês dedicado ao transplante de órgãos, as ações são intensificadas para ampliar a conscientização da necessidades da ampliação do número de doadores. O tema da campanha deste ano é “Seja um herói, salve vidas”.

“Falar de transplante é assunto, é mobilização do ano todo, mas neste mês de setembro, quando, no dia 27, é comemorado o Dia Nacional do Doador, as ações se intensificam para mobilizar os profissionais de saúde e mostrar-lhes que o acolhimento familiar é muito importante durante todo o processo da doença. Quando a família participa de todo o processo, quando ele é acolhido, é  muito mais fácil que aceite que o seu familiar transforme-se num doador de órgãos”, disse Benito Fernandes, coordenador estadual da Central de Transplantes.

Segundo ele, em Sergipe, a recusa familiar à doação ainda é alta (74%). Ele informou que a média aceitável é de 40%, índice encontrado nos estados de Santa Catarina e Ceará, por exemplo.

Em Sergipe, atualmente, 191 pessoas aguardam por uma córnea “que pode ser retirada até seis horas após a parada cardíaca e o cônjuge e  um familiar até o 2º grau podem autorizar a doação”, ressaltou Benito. Há um paciente na fila por um transplante de coração.

Em 18 anos, foram realizados 1,7 mil transplantes de córnea, dois transplantes cardíacos, 105 de osso e 108 de rins.

Os transplantes de rins estão suspensos em Sergipe desde 2012, segundo Benito Fernandes, por falta de estrutura física hospitalar. Os transplantes desse órgão, são realizados nos estados de São Paulo e Pernambuco.

O telefone da Central de Transplantes para marcação de palestras em escolas, empresas é 3259-2899