A Arquidiocese de Aracaju se posicionou através de nota sobre a saída da Central Única dos Trabalhadores de Sergipe (CUT-SE) do Grito dos Excluídos, que foi realizado na última sexta-feira, 7. Membros da entidade não seguiram com a marcha abandonando a ato na Praça Fausto Cardoso. “A CUT-SE teve sempre o apoio da Arquidiocese”, disse Edmilson Brito que é assessor de comunicação da Arquidiocese de Aracaju

Ainda segundo o assessor, o arcebispo Dom João Costa não pretende polemizar com a entidade e a Igreja acredita que tudo será resolvido com diálogo. Edmilson relata os fatos e diz que a organização do evento teve preocupação com o período eleitoral. “Uma das preocupações deste ano era de não transformar o Grito em bandeira política partidária”, afirmou.

A CUT-SE também emitiu nota. Leia.

Leia nota da assessoria da Arquidiocese na íntegra 

A respeito da retirada da CUT no momento da realização do Grito dos Excluídos 2018, presenciamos todo o ocorrido e vimos o esforço do Arcebispo Dom João Costa em dialogar com os dirigentes em virtude do bem maior que se queria atingir com o Grito que era a defesa da vida e contra os privilégios. O Arcebispo não vai polemizar o assunto, pois deve ser motivo de discussão na reunião de avaliação.

Apenas para esclarecer: A CUT pendurou bandeiras em todos os lados do trio e outros movimentos queriam colocar, então, membros da coordenação pediu que não ficasse bandeira de nenhuma entidade, como representantes da CUT disseram que não iriam retirar alguém da coordenação pediu para o rapaz que trabalhava com o trio fizesse a retirada e, realmente, pela falta de habilidade pôs as bandeiras no chão.

Acho que não seria o motivo para a CUT ter se retirado do Grito, até porque sempre após cada Grito é feita uma reunião de avaliação.

Muitas mudanças foram feitas para a concretização do Grito, mas todas foram tomadas em reuniões com o coletivo dos movimentos e sindicatos participantes da construção do evento.

Uma das preocupações deste ano era de não transformar o Grito em bandeira política partidária, já que estamos em momento de ano eleitoral.

A CUT teve sempre o apoio da Arquidiocese em momentos de muitos embates críticos e por conta de uma divergência no momento da realização de um ato tomou uma decisão tão radical, mas esperamos que tudo seja esclarecido na base do diálogo.

Edmilson Brito
Assessor de Comunicação da Arquidiocese de Aracaju