Camilo Daniel oficializa candidatura na Alese e promete lutar por “uma Deso ainda pública”

Presente na convenção partidária do PSD, realizada nesta quarta-feira, 5, em Aracaju, o pré-candidato a deputado estadual Camilo Daniel (PT) comentou o apoio do partido à candidatura de Fábio Mitidieri ao governo do Estado e apresentou as pautas que pretende priorizar na Assembleia Legislativa, com destaque para a defesa da Deso como empresa pública.

“A gente precisa lutar para defender uma Deso ainda pública contra a privatização do que resta da Deso, impedir que poços artesianos sejam cobrados, e construir uma luta em defesa dos territórios, pela reforma agrária, pela reforma urbana, pelo direito à moradia do nosso povo, e por um serviço público de qualidade, sempre defendendo e valorizando os servidores públicos e a classe trabalhadora”, afirmou.

Camilo Daniel destacou ainda outros temas que, segundo ele, deixaram de ter caráter apenas municipal e passaram a exigir atuação estadual. “A gente tem várias pautas que deixaram de ser municipais e passaram a ser estaduais. Entre elas, o transporte público, porque agora existe um consórcio e esse debate vai para a Assembleia Legislativa. A água, que quando o Fábio fez a concessão e colocou a Iguaá, ele criou a Lei de Microrregiões e transformou essa pauta numa pauta estadual”, disse.

Ao comentar como avalia, enquanto petista, o apoio do partido à candidatura de Fábio Mitidieri, Camilo Daniel reforçou o argumento que já defendia. “Todo mundo sabe que a minha posição desde o início era que o PT tivesse uma candidatura própria, e ter essa candidatura própria pela força que o Partido dos Trabalhadores e das Trabalhadoras tem. É do PT o melhor governador da história de Sergipe, que é Marcelo Déda, assim como o melhor prefeito da cidade de Aracaju. Então, por isso eu sempre defendi”, afirmou.

Ele detalhou o episódio do Rio Grande do Sul citado como precedente para a decisão. “O Diretório Nacional do PT já tinha feito a definição de que a prioridade de todos os estados seria determinado pelo Diretório Nacional. Tem um exemplo bem claro, que é o caso do Rio Grande do Sul, que Edegar Pretto liderava todas as pesquisas, e o Diretório Nacional fez intervenção no diretório estadual para que o PT construísse uma aliança com Juliana Brizola governadora”, disse.

Camilo Daniel avaliou que o mesmo raciocínio vale para Sergipe, com o PT priorizando o projeto nacional em torno do presidente Lula. “Aqui o que aconteceu foi que o projeto nacional, ele se sobrepõe aos interesses estaduais. O PT vai estar no palanque de Fábio Mitidieri e eu acredito que a eleição mais importante desse ano é a eleição do Presidente Lula. Dito isso, é Fábio que vem para o palanque de Lula e que vai fazer campanha para o Presidente Lula”, declarou.

Sobre sua própria campanha, o pré-candidato afirmou que vai usar o mandato como palanque para as candidaturas do deputado João Daniel, do senador Rogério Carvalho e do presidente Lula. Quanto ao governo do Estado, disse seguir a disciplina partidária: “Eu sou disciplinado, faço parte de um partido, e vou estar junto com o Presidente Lula”, afirmou.

Questionado sobre a relação do PT com o PSOL, partido aliado nacionalmente, mas que lançou candidatura própria ao governo de Sergipe neste ano, Camilo Daniel esclareceu que não existe uma aliança formal entre as siglas no Estado. “O PT não tem aliança com o PSOL. Nacionalmente, o PSOL tá no projeto, mas aqui no Estado de Sergipe o PT teve candidatura própria em 2022 com Rogério, o PSOL também teve. Em 2024 o PT também teve candidatura própria com Candisse e o PSOL também teve candidatura”, explicou. Ele afirmou ainda ter buscado, sem sucesso, uma união das candidaturas de esquerda nos últimos pleitos. “Eu inclusive fazia uma movimentação de tentarmos unidade das esquerdas desde 22 e 24, algo que não foi possível”, concluiu.

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