Em entrevista ao Jornal da Fan nesta segunda-feira, 3, a pré-candidata ao Senado Federal pelo Democracia Cristã (DC), Renata Oliveira, falou sobre a motivação de buscar o cargo majoritário e apresentou suas principais pautas de atuação política, destacando a saúde pública e o acolhimento a mães atípicas.
Questionada sobre iniciar sua trajetória eleitoral diretamente em uma disputa para o Senado, a pré-candidata defendeu sua vivência periférica e profissional como principal credencial.
“Eu acho que antes de começar a falar da minha proposta, eu preciso contextualizar, muitas pessoas têm me perguntando por que que eu já me lancei na política em um cargo de Senado, se eu não tive um cargo anterior. Eu tenho feito um caminho inverso, um caminho um pouco fora do padrão. Eu acho que para você conhecer o seu povo, você conhecer Sergipe, você não precisa estar ocupando um cargo. A gente conhece o nosso povo, cara a cara também, vivenciando também. Então, eu venho de uma classe baixa, eu venho da periferia, eu conheci as dores vivenciando essas dores. Então, meus projetos eles estão alinhados não só ao que eu ouvi, mas que eu vivenciei na minha vida como uma criança periférica, como uma adolescente periférica”, afirmou.
A pré-candidata ressaltou ainda que sua experiência na área da saúde embasa suas propostas de humanização do setor e de valorização das equipes médicas.
“Na minha trajetória, eu vivenciei a fome, eu vivenciei a escola pública, a saúde pública, inclusive a saúde pública, eu vivenciei na prática profissional também. Então, eu vivo dentro do Hospital de Urgências de Sergipe. Então, dentro das minhas principais pautas tá com certeza a saúde pública que eu acredito que a gente precisa hoje, antes de qualquer coisa, humanizar a saúde pública, mas para a gente humanizar a saúde pública. A gente precisa resolver várias outras demandas, como jornada de trabalho dos profissionais, piso salarial, estrutura hospitalar, a gente precisa de uma boa estrutura para trabalhar bem, trabalhar feliz. Eu sempre tive essa premissa na minha vida em pessoas que trabalharam comigo”, declarou.
Renata Oliveira também destacou como prioridade legislativa a atenção especial às mulheres e mães atípicas, pontuando os impactos sociais e econômicos enfrentados por quem assume a rotina de cuidados sem assistência.
“Nós falamos muito sobre projetos para crianças atípicas, adolescentes e adultos atípicos, mas hoje, eu acho que a gente precisa voltar esse olhar para mulher, para mãe atípica, porque o que acontece, muitas vezes, a mãe atípica é solo, muitas mesmo. E isso faz com que elas se enterrem a sua vida profissional junto com o laudo do seu filho, porque quem fica muitas das vezes nessa função é a mãe. Quando você recebe esse diagnóstico, você passa pelo ‘luto’ da notícia do diagnóstico do seu filho que já é algo muito difícil e pelo luto da sua vida profissional”, pontuou.







