O ex-prefeito de Itabaiana e pré-candidato ao Governo de Sergipe, Valmir de Francisquinho (Republicanos), utilizou o palco da Convenção Estadual do Republicanos, realizada na noite desta segunda-feira, 20, em Aracaju, para rebater as acusações de que teria fechado mais de 20 escolas municipais durante suas gestões no município.
Em discurso aos apoiadores, Valmir afirmou que as denúncias fazem parte de uma estratégia política para desgastar sua imagem e a de lideranças do grupo que integra. Segundo ele, adversários estariam financiando publicações para atacar integrantes do Republicanos.
“Vocês podem olhar aqui as matérias. Eles pagam blogueiro, os meios de comunicação, o máximo que eles podem para desconstruir a imagem da prefeita Emília, a minha imagem, a imagem de Eduardo. Atacaram o nosso delegado André Davi e ele segurou firme”, afirmou.
Na fala, Valmir cita a prefeita de Aracaju, Emília Corrêa, o pré-candidatos ao Senado Federal Eduardo Amorim e o delegado André David como alvos daquilo que classificou como uma campanha de “desconstrução” promovida por adversários políticos.
O pronunciamento ocorre após uma publicação divulgada nas redes sociais nesta segunda acusar o ex-prefeito de ter fechado mais de 20 escolas municipais em Itabaiana ao longo de aproximadamente 13 anos de administração. Segundo a postagem, as unidades, localizadas principalmente na zona rural, foram desativadas sob a promessa de que os prédios seriam transformados em Unidades Básicas de Saúde (UBSs), mas as obras nunca teriam sido executadas.
A publicação também afirma que antigos prédios escolares permanecem abandonados em povoados como Lagoa do Líbano, Terra Vermelha e Queimadinhas, apresentando sinais de deterioração, vegetação alta e acúmulo de lixo.
Ao rebater as acusações, Valmir não respondeu diretamente ao conteúdo da publicação nem explicou a situação das escolas citadas. Em vez disso, voltou a dizer que ele e seu grupo são alvo de perseguições políticas e fez referência ao episódio das eleições de 2022, quando teve a candidatura ao Governo de Sergipe barrada pela Justiça Eleitoral após o primeiro turno.
“Nós fomos inocentados de tudo aquilo que eles acusaram, mas eles tentam mais uma vez tirar a gente no tapetão. Mas dessa vez, parece que não está dando certo não”, declarou.
Antes, o prefeito também citou uma frase sobre resiliência diante das adversidades para defender que não demonstraria fragilidade diante dos adversários políticos.
“Eu gosto de chorar na chuva para não dar ousadia aos meus adversários, às minhas lágrimas descendo sobre o meu rosto. E eu não vou dar ousadia para quem quer me humilhar”, disse.






