Cachorro morre após se assustar com fogos durante jogo do Brasil em Maceió (AL)

Um cachorro da raça husky siberiano morreu após se assustar com o barulho de fogos de artifício com estampido durante o jogo da Seleção Brasileira, na última sexta-feira, 20, no bairro Santa Lúcia, em Maceió (AL). O animal, chamado Nicky, tinha três anos e, segundo a tutora, ficou extremamente agitado com o barulho, o que acabou desencadeando uma sequência de eventos que levou à sua morte.

De acordo com a empreendedora Carla Luiza Rozendo, responsável pelo cachorro, Nicky nunca havia apresentado reações tão intensas aos estampidos. Durante a agitação provocada pelos fogos, o animal acessou uma área incomum do quintal da residência e entrou em contato com uma planta tóxica conhecida como abacaxi-roxo, que estava no jardim da casa.

Após o contato com a planta, o husky começou a apresentar sintomas como vômitos e diarreia. Segundo Carla, a suspeita é de que a substância tóxica liberada pela planta tenha provocado uma intoxicação grave, embora a família não saiba afirmar se o cachorro chegou a ingerir parte do vegetal. Durante o sábado, 21, o animal permaneceu debilitado em casa.

No domingo, 22, diante do agravamento do quadro clínico, a família levou Nicky para uma clínica veterinária particular. Ao chegar ao local, o cachorro apresentava sinais neurológicos severos, como rigidez nos membros e pupilas dilatadas. Apesar do atendimento emergencial, ele não resistiu e morreu cerca de quatro horas depois.

Abalada com a perda, Carla decidiu tornar o caso público como forma de conscientização sobre os impactos causados por fogos com estampido em animais domésticos e também em pessoas sensíveis a ruídos intensos. Segundo ela, após relatar a situação nas redes sociais, recebeu mensagens de outras pessoas que convivem com situações semelhantes em períodos de festas e comemorações esportivas.

A tutora defendeu maior fiscalização sobre a venda e utilização de fogos barulhentos, destacando que os impactos vão além dos animais. “Não é só o meu cachorro. Crianças autistas, idosos, recém-nascidos e outras pessoas também sofrem com esse tipo de barulho”, afirmou ao relatar a importância de mais conscientização e cumprimento das regras que proíbem esse tipo de artefato em determinadas localidades.

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