Defesa nega que investigado em caso de paciente morta em Umbaúba seja “falso médico”

A defesa do médico investigado por suposta atuação irregular no Hospital José Nailson Moura, em Umbaúba, contestou as acusações de que ele seria um “falso médico”. Em nota divulgada nas redes sociais nesta segunda-feira, 22, o advogado do profissional afirmou que Lucas Tadeu Soares Nunes possui formação superior em Medicina e foi aprovado na primeira etapa do Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos (Revalida).

No comunicado, a defesa também solicita que os veículos de imprensa corrijam publicações que se referem ao investigado como “falso médico”. O caso ganhou repercussão após a morte de uma paciente que foi atendida por ele na unidade de saúde.

A nota lamenta o falecimento de Quitéria Barbosa da Costa e destaca que Lucas Tadeu Soares Nunes continuará colaborando com as autoridades, permanecendo à disposição para prestar os esclarecimentos necessários sobre o caso.

Além disso, a defesa ressalta que, até o momento, não há comprovação de vínculo entre o atendimento prestado pelo médico e a morte da paciente.

Entenda o caso

A Polícia Civil investiga a morte de uma idosa de 60 anos, identificada como Quitéria Barbosa da Costa, após ela ter sido atendida por um médico que, segundo à família, exercia a profissão de forma irregular na cidade de Umbaúba, no Sul sergipano. O caso ocorreu na última quarta-feira, 17.

De acordo com o filho da vítima, Quitéria procurou a unidade de saúde após apresentar dores e tontura. Após ser medicada, ela recebeu alta médica, mas continuou relatando fortes dores.

Segundo a família, após o atendimento, foi constatado que o profissional não possuía registro válido para exercer a medicina no Brasil e estaria atuando na unidade no lugar de outro médico contratado pela Prefeitura. As circunstâncias do caso seguem sendo apuradas pelas autoridades.

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