O cancelamento do tradicional Forró do Sintesão (Sindicato dos Trabalhadores nos Serviços Públicos do Estado de Sergipe) gerou forte repercussão nas redes sociais e nos bastidores culturais do estado. A decisão da diretoria da entidade de não realizar a festividade junina este ano acabou abrindo espaço para uma onda de insatisfação entre os filiados, que passaram a tecer críticas e questionar os rumos da atual gestão do sindicato.
Em nota oficial divulgada em seus canais de comunicação, o Sintese justificou o cancelamento afirmando que a prioridade absoluta da entidade no momento deve ser o direcionamento de recursos e esforços para as frentes de luta da categoria, como as mobilizações, campanhas salariais e o enfrentamento jurídico e político em defesa dos direitos dos trabalhadores do serviço público estadual. Segundo o sindicato, a conjuntura exige foco total nas demandas laborais, o que inviabilizou o aporte financeiro necessário para a realização da grande festa junina.
No entanto, para além da justificativa apresentada, a quebra de uma tradição tão aguardada acendeu debates sobre as prioridades e o planejamento da instituição. Muitos associados manifestaram descontentamento nos comentários da própria postagem, alegando falta de diálogo anterior com a base e cobrando transparência sobre os reais motivos e a saúde financeira que levaram à suspensão do evento que celebra a cultura nordestina e serve como ponto histórico de união para os trabalhadores.
Diante do cenário de crise institucional e insatisfação, o cantor e compositor sergipano Nino Karvan utilizou suas redes sociais para se solidarizar com a situação, defendendo a importância de manter vivos os espaços de celebração e resistência. Em um comentário público, o artista propôs soluções práticas para viabilizar o evento mesmo diante de possíveis dificuldades financeiras ou de gestão enfrentadas pela entidade.
”Festejar também é resistir!!!! Se quiserem fazer podemos ver custos mais reduzidos, aglutinar artistas simpáticos à causa. Contem comigo!”, publicou o músico.








