O Same Lar de Idosos recebe, na próxima segunda-feira, 1º, às 15h, uma sessão especial do Cine Realidade, cineclube de impacto social dedicado à exibição de produções audiovisuais que dialogam com temas como realidade, memória e dignidade da pessoa idosa.
A programação contará com três documentários inéditos, todos com classificação livre, somando 45 minutos de exibição. Após a sessão, o público participará de uma roda de conversa mediada pela equipe organizadora, com a presença dos diretores das obras.
A produção também destaca o trabalho de alunos da 1ª Oficina de Audiovisual com Celular do Ponto de Cultura Ação Cultural, que assinam o filme Brasinha, pseudônimo artístico de Antônio Vieira quando iniciou sua carreira em Aracaju, ainda adolescente. Atualmente, Antônio reside no Same.
A iniciativa é promovida pelo Ponto de Cultura Ação Cultural em parceria com o Same. O evento é voltado aos residentes da instituição, amigos e parceiros da ação cultural, pessoas interessadas na valorização da cultura sergipana e à comunidade em geral.
Sessão única com três obras sergipanas
Os filmes selecionados trazem em comum o olhar sensível sobre trajetórias de vida, resiliência e pertencimento. Confira:

“HAN”
Direção: Jonaina Aurem e André Aragão. Doc. Brasil. 2026. 15 min. Livre.
Sinopse: Em um pequeno povoado no interior nordestino, onde a maré apaga os rastros e o silêncio é a única língua compartilhada, três gerações descobrem que algumas perdas persistem à espera de alguém que as nomeie.

“A Menina que tocou o Arco-íris”
Direção: Marcel Magalhães e Isaac Dourado. Doc. Brasil. 2026. 20 min. Livre.
Sinopse: Episódio especial da minissérie sobre a trajetória de Maria Feliciana, sergipana conhecida como a mulher mais alta do Brasil.

“Brasinha – o som que não envelhece”
Direção: Iasmim Feitosa, Jací Farias e Rás de Sá. Doc. Brasil. 2026. 12 min. Livre.
Sinopse: Antônio Vieira, 68 anos, músico resiliente, nos conta como reinterpretar a própria história permite encontrar dignidade mesmo na perda e na mudança.
Todos os filmes têm classificação indicativa livre e foram pensados para dialogar diretamente com a valorização da cultura sergipana e a experiência do público maduro (+60).
Segundo Zezito de Oliveira, integrante da equipe do Ponto de Cultura Ação Cultural, a iniciativa está alinhada à missão da organização de fortalecer a cultura nas bases sociais e ampliar o acesso às manifestações artísticas.
“Nós temos como objetivo fomentar a arte e a cultura em locais em que isso não é feito de forma regular, de forma mais constante. Esse fomento, evidentemente, em alguns casos, ele é baseado também numa relação com a própria comunidade, com aquilo que já é feito pela comunidade”, destaca.
Ao comentar a seleção das obras, Zezito ressalta os elementos que conectam os três documentários.
“Todos os três, todos os três filmes tem a questão das pessoas envelhecidas, das pessoas mais velhas e tem também a dimensão cultural, o atravessamento da cultura sergipana por todos os três”, completa.








