Na política de redes sociais, quem ocupa primeiro o imaginário popular costuma consolidar sua narrativa. E foi exatamente isso que aconteceu no caso da retomada da cobrança da taxa mínima de água em Sergipe.
Enquanto os deputados de oposição, Georgeo Passos e Thiago de Joaldo simplificaram o debate em frases fortes, diretas e emocionalmente escolhidas, o governo, parlamentares aliados e a própria concessionária silenciaram.
O resultado era previsível: a versão da oposição começou a virar verdade absoluta no sentimento popular. Basta ver a reação nas redes.
O acordo firmado entre Ministério Público, AGRESE, PGE e Iguá é muito mais complexo do que a versão dos opositores.
O documento prevê, sim, a retomada da tarifa de disponibilidade, mas também estabelece descontos proporcionais aos dias sem abastecimento, parcelamento sem juros, fiscalização permanente, multas por descumprimento, investimentos superiores a R$ 30 milhões, sensores, videomonitoramento e novas estruturas para reforço do sistema hídrico. Ou seja: há um pacote de compensações e obrigações que foi propositadamente esquecido pelos deputados.
Com uma eleição tão acirrada como a atual, fica difícil entender a letargia dos governistas.








