Em 2024, Sergipe figurava entre os estados brasileiros com os maiores percentuais de subnotificação de nascimentos, segundo as Estimativas de Sub-Registro de Nascimentos e Óbitos divulgadas nesta quarta-feira, 20, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O estado registrou índice de 3,10%, ficando atrás apenas de Roraima (13,86%), Amapá (5,84%), Amazonas (4,40%) e Piauí (3,98%).
Apesar do cenário em Sergipe, o Brasil alcançou, em 2024, o menor percentual estimado de sub-registro de nascimentos desde o início da série histórica, em 2015. A taxa nacional ficou em 0,95%, sendo a primeira vez que o indicador ficou abaixo de 1%.
O resultado representa uma redução de 3,26 pontos percentuais em relação a 2015, quando o índice nacional era de 4,21%, demonstrando avanços na cobertura do sistema de Estatísticas do Registro Civil.
As menores taxas de sub-registro foram observadas no Paraná (0,12%), Distrito Federal (0,13%), São Paulo (0,15%), Rio Grande do Sul (0,21%) e Minas Gerais (0,23%).
Os dados do IBGE também mostram queda no percentual de nascimentos ocorridos em hospitais que não foram registrados em cartório. Em 2015, a estimativa era de 3,94%; já em 2024, o índice caiu para 0,83%.
Entre os grupos analisados, os nascidos vivos de mães com menos de 15 anos apresentaram o maior percentual de sub-registro, com taxa de 6,10%. O índice diminui gradualmente conforme aumenta a idade das mães, chegando ao menor patamar entre mulheres de 35 a 39 anos, com 0,63%.
Segundo o IBGE, o sub-registro de nascimentos historicamente representa um desafio para as políticas públicas brasileiras, especialmente em regiões remotas e entre populações vulneráveis.
*Com informações da Agência Brasil








