O banqueiro Daniel Vorcaro tem priorizado negociações para fechar um acordo de colaboração premiada com a Procuradoria-Geral da República (PGR). Segundo apuração, a defesa incluiu entre os termos a possibilidade de conversão da prisão em regime domiciliar até o julgamento definitivo da ação.
Pessoas próximas ao banqueiro demonstram otimismo quanto ao avanço das tratativas e trabalham com a expectativa de conclusão do acordo nas próximas duas semanas, entre o fim de maio e o início de junho.
Inicialmente, a estratégia previa um acordo conjunto envolvendo a defesa, a PGR e a Polícia Federal. A alternativa, porém, perdeu força nos últimos dias, embora ainda não tenha sido totalmente descartada.
Nos bastidores, o motivo seria um tensionamento em relação às condições discutidas com a Procuradoria, que teria sinalizado de forma mais favorável ao modelo atualmente em negociação.
Caso o acordo seja fechado, o próximo passo será a homologação pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) André Mendonça, relator do caso Master na Corte.
Apesar disso, interlocutores avaliam que a homologação não é considerada automática nem pela defesa nem pelo entorno do ministro.
Conforme revelou a CNN, Mendonça teria afirmado a interlocutores que vê com cautela a possibilidade de uma delação seletiva, entendimento que pode influenciar na análise sobre eventual validação do acordo.
Também há a avaliação de que o procurador-geral da República, Paulo Gonet, por manter interlocução próxima com ministros do STF, especialmente Alexandre de Moraes, poderia aceitar um acordo que não envolvesse diretamente integrantes da Corte.
*Com informações da CNN Brasil








