Combate ao PCC em Sergipe: Justiça restabelece prisões de investigados da Operação Gravatas após recurso do MPSE

O Tribunal de Justiça de Sergipe (TJSE) restabeleceu as prisões preventivas de Cosme Carlos dos Santos e Alan Klaiton Santos Andrade, investigados por envolvimento com uma célula da facção criminosa Primeiro Comando da Capital (PCC) em Sergipe. A decisão atende a recursos apresentados pelo Ministério Público de Sergipe (MPSE), por meio do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (GAECO) e da 1ª Promotoria de Justiça Criminal de Aracaju.

Os dois réus respondem à Ação Penal nº 202520101001, originada a partir de investigações conduzidas pelo MP sergipano em parceria com o Ministério Público de São Paulo (MPSP).

Segundo o MPSE, as apurações começaram após o MPSP informar sobre a atuação de uma célula do PCC em Sergipe. Com o avanço das investigações, o GAECO identificou um esquema que, de acordo com a denúncia, utilizava prerrogativas profissionais e vínculos familiares para favorecer as atividades da organização criminosa.

O advogado Cosme Carlos dos Santos foi denunciado sob acusação de integrar o chamado “núcleo jurídico” da estrutura criminosa. Ele responde pelos crimes de organização criminosa armada, lavagem de dinheiro, tráfico de drogas e associação para o tráfico.

Também foram denunciados Alan Klaiton Santos Andrade, Flávio Ricardo Santos, Márcia Cristina Santos Bispo e Mayra Cristina Santos Bispo. Conforme o Ministério Público, as condutas atribuídas a cada investigado foram individualizadas na ação penal, envolvendo crimes como tráfico de drogas e lavagem de dinheiro.

Em agosto de 2025, a Justiça de primeira instância havia decretado a prisão preventiva dos investigados, a pedido do MPSE, sob justificativa de garantia da ordem pública. Na mesma decisão, Mayra Cristina Santos Bispo recebeu prisão domiciliar com monitoração eletrônica por ser responsável por uma criança menor de 12 anos.

Entre o fim de 2025 e o início de 2026, decisões da primeira instância revogaram as prisões preventivas de Cosme Carlos dos Santos e Alan Klaiton Santos Andrade, substituindo as medidas por cautelares diversas.

O Ministério Público recorreu das decisões por meio de Recursos em Sentido Estrito (RESE), alegando que a liberdade dos réus representava risco à instrução criminal e à segurança pública.

O TJSE deu provimento aos recursos nos dias 23 de abril e 5 de maio deste ano, determinando o retorno imediato dos investigados ao sistema prisional. Segundo o Tribunal, as medidas cautelares alternativas eram insuficientes para evitar a reiteração criminosa e a influência da organização criminosa no estado.

Após a decisão, Cosme Carlos dos Santos se apresentou à Justiça em 27 de abril para cumprimento do mandado de prisão.

Já Alan Klaiton Santos Andrade é considerado foragido. De acordo com o MPSE, forças de segurança seguem realizando diligências para localizá-lo.

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