Lacen confirma circulação da gripe K em Sergipe; saiba o que é e como se proteger

Foto: SES

O Laboratório Central de Saúde Pública de Sergipe (Lacen/SE) confirmou, nesta terça-feira, 5, a circulação da chamada “gripe K” no estado. A identificação foi feita a partir da análise de amostras e do sequenciamento genômico realizado em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), apontando a presença do subclado K da influenza A (H3N2).

Apesar do nome, a gripe K não é um vírus novo. Trata-se de uma variação genética da influenza A, classificada oficialmente como subclado J.2.4.1. Essas mutações são naturais e ocorrem com o passar do tempo, sem caracterizar necessariamente uma nova doença, mas podendo influenciar na forma como o vírus se espalha.

De acordo com o superintendente do Lacen/SE, Cliomar Alves, a circulação dessa variante está associada ao aumento de casos de síndrome gripal observado em Sergipe e em outras regiões do país durante o período sazonal. “O subclado K é uma variante da influenza H3N2 que tem contribuído para o crescimento dos casos neste momento e já foi identificado em praticamente todo o Brasil”, explicou.

Mesmo com a identificação da variante, especialistas reforçam que a vacinação continua sendo a principal forma de prevenção, especialmente contra casos graves e internações. Segundo o superintendente, o imunizante disponível segue eficaz. “A vacina protege contra esse subclado. É uma mutação do vírus que não interfere na resposta vacinal”, destacou.

A orientação das autoridades de saúde é que a população mantenha o esquema vacinal atualizado, principalmente os grupos prioritários, e fique atenta aos sintomas gripais, como febre, tosse, dor de garganta, coriza e mal-estar. Em caso de sinais da doença, a recomendação é procurar atendimento em uma Unidade Básica de Saúde (UBS).

A vacina contra a influenza está disponível nas unidades de saúde dos 75 municípios sergipanos e é considerada a principal estratégia para reduzir complicações, hospitalizações e óbitos relacionados à gripe.

Vigilância contínua

O Lacen/SE mantém um trabalho permanente de vigilância laboratorial para monitorar a circulação de vírus respiratórios no estado. Segundo Cliomar Alves, a atuação vai além da emissão de resultados.

“Mesmo após liberar o diagnóstico, seguimos investigando. Se o resultado for negativo, buscamos identificar outros vírus. Quando é positivo, avaliamos a carga viral e, sendo possível, realizamos o sequenciamento genômico para compreender melhor o comportamento do vírus”, detalhou.

O monitoramento contínuo permite identificar variantes em circulação e orientar estratégias de saúde pública, como campanhas de vacinação e medidas de prevenção.

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