Infectologista explica fungo encontrado nas fezes de pombos e alerta sobre animais: “São mais perigosos do que aparentam”

Durante o Jornal da Fan desta segunda-feira, 4, o médico infectologista Dr. André Erreria fez um alerta sobre a superpopulação de pombos no centro de Aracaju. O médico explicou os riscos para a saúde humana diante do convívio com as aves, que pode ocasionar em diagnósticos graves.

O debate surgiu a partir da informação de que pacientes em Sergipe precisaram de intervenção cirúrgica. O médico reforçou a afirmativa, afirmando que o cenário é comum: “Desde o ano de 2024, nós percebemos infectologistas e neurocirurgiões com grande surpresa que alguns pacientes eram operados com suspeita de tumor cerebral e, quando recebíamos o resultado da biópsia, vinha lá um fungo que se chama Criptococo”, revelou o médico. Segundo ele, o tratamento para essa condição é difícil e pode durar muitos meses.

A região dos Mercados Centrais de Aracaju foi citada como um dos pontos críticos de proliferação. A jornalista Magna Santana relatou que os pombos já estão habituados com o convívio humano, de modo que as pessoas circulam tranquilamente entre eles, sem que voem.

O Dr. André explicou que o contágio não exige contato direto com o animal, mas ocorre pela respiração. “É a partir da inalação das fezes secas. Aquelas fezes ressecadas ficam em suspensão quando a gente varre, quando limpa, quando bate um vento ou quando o pombo voa”, explicou. Ele enfatizou que o fungo pode causar desde doenças pulmonares até lesões cerebrais profundas.

O especialista afirmou que o aumento exagerado da população de aves é resultado de um desequilíbrio ecológico provocado pela alimentação artificial. “Quando as pessoas levam comida e deixam lá, a população acaba se multiplicando muito. Essas centenas de pombos dependem dessa alimentação que vem de fora”, alertou.

O médico afirmou que se trata de uma ameaça silenciosa: “O paciente não tem sintomas muito importantes até que ela esteja bastante avançada. A gente acaba identificando a criptococose por causa dos efeitos do próprio tumor”. Os sintomas podem incluir tosse persistente com sangue, dores de cabeça intensas e dormência em partes do corpo.

Na oportunidade, ele orientou a maneira adequada de realizar a limpeza: “É uma ideia muito ruim varrer. O jeito certo é jogar um pouco de hipoclorito de sódio (água sanitária) por cima antes de remover, para não respirar o pó”, ensinou.

Erreria encerrou a entrevista destacando hábitos que devem ser evitados para controlar a superpopulação dessas aves: “Pombos são animais muito mais perigosos do que aparentam. A ideia é: não alimente pombos e evite ao máximo a exposição”, concluiu.

Os comentários são de responsabilidade exclusiva de seus autores e não representam a opinião deste site.

Deixe um comentário

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *